25 de Março de 2019,

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Sexta-Feira, 15 de Março de 2019, 08h:40 | Atualizado:

TARDA, MAS NÃO FALHA

Após 25 anos, Justiça manda empresários ressarcir vítimas de golpe em MT

Empresa revendeu veículos financiados e nunca entregou para clientes


Da Redação

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A Justiça intimou os empresários Álvaro Martins de Barros e Vanessa Varjão Nunes, donos da extinta Planinter Empreendimentos Comerciais e Factoring, a efetuarem o pagamento de R$ 222.551,93, referentes a uma condenação de outubro de 2009, onde os dois foram, juntamente com a empresa extinta, sentenciados a ressarcir os valores recebidos de clientes para os quais a empresa revendeu veículos financiados sem autorização e os quais nunca entregou.

“Citação da parte acima qualificada, atualmente em lugar incerto e não sabido, dos termos da presente ação que lhe(s) é proposta, consoante consta da petição inicial a seguir resumida, para, no prazo de 15 dias, contados da expiração do prazo deste edital, para efetuar o pagamento do débito exequendo, sob pena de incorrer na multa de 10% sobre o valor do débito, além de honorários advocatícios no mesmo percentual”, diz trecho da publicação.

De acordo com os documentos da ação, as irregularidades foram praticadas entre maio de 1993 e setembro de 1994. Por todo esse tempo, de trâmite da ação, a Justiça teve dificuldade em intimar os dois empresários. Apesar de a empresa desejar expandir suas atividades, assim que foi oficiada sobre a existência da ação, ela teve suas atividades encerradas, fechamento das portas e a localização de seus proprietários passou a ser desconhecida.

A Planinter Empreendimentos Comerciais e Factoring foi apontada pelo Ministério Público do Estado (MP) por vender veículos financiados sem autorização do órgão governamental competente. Na peça, o MP elencou a existência de inúmeras notícias de fraudes perpetradas pela empresa, que prometia a entrega dos bens adquiridos de modo financiado, mas nunca o cumpria, inventando diversas exigências com o único objetivo de prorrogar a vinculação contratual que mantinha com os clientes.

O MP também pontuou que diversas pessoas denunciaram a empresa em Procons pelo descumprimento contratual, além de exigir constantes depósitos bancários e preenchimento de formulários em branco.

Em outubro de 2009, a Justiça condenou a empresa, já extinta na época, e seus sócios, os empresários Álvaro Martins de Barros e Vanessa Varjão Nunes, a restituírem os valores pagos antecipadamente por seus clientes, com o objetivo de antecipação da compra e venda de bens financiados.

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Comentários (1)

  • Pacufrito | Sexta-Feira, 15 de Março de 2019, 10h06
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    Quem disse que isto é justiça, 25 anos para dar uma decisão definitiva e um absurdo, isto prova que os amigos da justiça e quem tem dinheiro não é atingido pela justiça. Está e nossa justiça, uma vergonha.

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