20 de Junho de 2018,

Economia

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Segunda-Feira, 12 de Março de 2018, 23h:30 | Atualizado:

EFEITO CASCATA

Com dívida de R$ 40 milhões, grupo de 9 empresas entra em recuperação em Cuiabá

Grupo Dismafe argumenta que ficou sem receber de outras empresas e também ficou sem "saúde" financeira


Da Editoria

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O juiz da Vara de Recuperação Judicial e Falência, Cláudio Roberto Zeni Guimarães, autorizou nesta segunda-feira a recuperação judical do grupo Dismafe, que acumula dívidas de R$ 39,885 milhões. Formam o grupo nove empresas: Dismafe Distribuidora de Máquinas e Ferramentas S/A, Lumiral Comércio, Importação e Exportação S/A, Lumem Consultoria, Construções e Comércio Ltda., Equimaf S/A Equipamentos, Máquinas e Ferramentas, Tecnovia S/A Armazéns Gerais, Total Comércio e Representação S/A, Acquavix Ambiental Engenharia Ltda., Ventura S/A Participações e Investimentos e Agrupar S/A Participações e Investimentos.

Os advogados Clóvis Sguarezi e Augusto Vieira, que ingressaram com o pedido, argumentaram que a corporação iniciou as atividades em 1983. No entanto, em 2015, uma forte crise econômica nacional e estadual começou a prejudicar as atividades das empresas.

Outro aspecto citado foi que com a mudança de gestão do Estado, a empresa deixou de receber em dia pelos serviços prestados na execução de obras e prestação de serviços. "Com a mudança de Governo Estadual, criou-se uma moratória, onde o Estado acabou ficando seis meses sem pagar as empresas que tinham feito oufornecido para o governo anterior, acarretando uma cascata de inadimplência, e que a falta de capital de giro ficou mais acentuada quando algumas empresas, que eram grandes clientes do grupo, por também não encontrarem alternativa, entraram com recuperação judicial ou tiveram suas atividades paralisadas, reduzidas ou encerradas restringindo suas compras e deixando grandes valores sem pagar”, assinalou.

Segundo os advogados, o grupo também foi abaladopor falta de pagamentos da Caixa Econômica, já que constroi residências populares no programa "Minha Casa, Minha Vida". Os advogados ainda explicaram que, apesar dos cortes internos, demissões e redução dos gastos, o grupo não conseguiu manter a "saúde financeira".

Em sua decisão, Cláudio Zeni autorizou o parcelamento das custas judiciais em seis vezes. Antes de autorizar a recuperação judicial, o magistrado ainda determinou uma perícia para verificar se o grupo necessitava de fato da recuperação judicial, o que acabou sendo avalizada.

O juiz também destacou que o grupo desenvolve as atividades há mais de dois anos e "estão em plena atividade e dessa forma vem gerando emprego e renda, bem assim estão procurando manter a fonte produtora e sua função social, de forma que se torna imperioso o deferimento do processamento da recuperação judicial das empresas requerentes". Cláudio Zeni ainda asseverou que o grupo tende a conseguir cumprir o prazo de recuperação.

Para ele, "a recuperação tem o propósito de preservação da sua função social e o estímulo à atividade econômica, ressalvando que o processamento da demanda não poderá inviabilizar o recebimento de importâncias e créditos oriundos de negócios e contratos que não se submetem aos efeitos da ação recuperacional". O magistrado nomeou a empresa TS Auditoria e Administração Judicial Ltda, que tem sede em Cuiabá e é representada pelo advogado Flaviano Kléber Taques de Figueiredo.

Ele tem 24 horas, após ser intimado, para decidir se aceita ser o administrador da recuperação e receberá 3% do total do endividamento.Ou seja, cerca de R$ 1,2 milhão.

Cláudio Zeni dterminou que as nove empresas do grupo façam o adiantamento da quantia mensal de R$ 20 mil referente aos primeiros 12 meses ao advogado. Já do 13ª ao 30º mês o valor mensal será de R$ 25 mil.

O juiz determinou suspensão da apresentação de certidões negativas do grupo para recebimento de dívidas ou contratação com o poder público. Também barrou todas ações e execuções contra o grupo por seis meses, sendo que o grupo terá ainda 10 dias para apresentar a lista completa de credores.

O plano de recuperação deverá ser apresentado em 60 dias. Sugeriu que as empresas parcelem os débitos tributários com município, Estado e União.

Cláudio Zeni ainda proibiu o banco Santander de se apropriar de um imóvel do grupo em Várzea Grande durante o período de blindagem. No local, funciona a filial da Dismafe.

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Comentários (17)

  • airton jose fernandes | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 19h45
    2
    0

    ok conta outra que essa nao cola , safados golpistas, legalizados pelo, juiz Claudio................

  • RJ o golpe autorizado | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 14h09
    9
    3

    Mais um golpe autorizado. Os sócios devem ter sangrado todo dinheiro da empresa, pra manter o padrão de vida alto que levam. Sobrando assim para os coitados dos credores. RJ tem q acabar, má gestão merece o fechamento da empresa e ponto final

  • Branco | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 11h52
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    0

    Processo normal, previsto em nosso ordenamento jurídico. Apenas acho q se carrega muito nas tintas na proteção a empresa e se demoniza demais os credores. Credores são pessoas físicas e jurídicas que concederam crédito a empresa, ou seja, acreditaram nos seus gestores e no plano de negócios por eles apresentado. Há que se ter cuidado também em não desfavorecer seus concorrentes com medidas que firam a equidade, como por exemplo essa questão da não exigibilidade de certidões para contratação com o setor público. Sou a favor desde q a empresa recolha os tributos normalmente a partir do deferimento de pedido da rj, caso contrário, seus concorrentes terão um custo adicional que a empresa em rj não terá. RJ é um processo que precisa da colaboração de todos, mas o maior sacrifício ainda precisa ser feito pela empresa e seus sócios/acionistas, são eles que com medidas visando proteger o patrimônio das empresas e injetando recursos próprios darão a demonstração cabal que acreditam na perpetuação de seus negócios e tudo isso se enxerga no plano a ser apresentado pelas recuperandas

  • antunes Silva | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 09h58
    16
    2

    Querem atirar pra todo lado se lascaram. Só faltou vender ações na bolsa.......kkkkkkk.

  • Raimundo | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 09h16
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    3

    A teta deve ter secado, mas a empresa não conseguiu sobreviver pelos seus próprios méritos. Resultado das operações policiais dos últimos anos. Seria bom o GAECO e a Delegacia Fazendária fazer um pente fino nesse grupo.

  • aroldofarias | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 08h14
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    4

    isso tá cheirando efeito cascata... ou melhor... efeito Riva... esta camarada deixou de mandar no Estado e quebrou vários seguimentos que tinham esquemas ... foi tudo pro ralo ..! salvo engano de juízo de valor !

  • Jeane | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 07h34
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    0

    Sorte a do advogado

  • José pontes | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 07h10
    22
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    Que pena, povo sério, talvez seja por isso, porque a moratória do governo valeu pra alguns, por exemplo pro Nininho não teve moratória pelo contrário, esse governo de transformação esta transformando alguns empresários em bilionários; Eray, Nininho, Maluf etc, e quebrando alguns, é Bem Mato Grosso.

  • cvarlois | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 06h53
    29
    3

    ESTE JÁ MAMOU NO GOVERNO A ANOS, EM TODOS DESDE A EPOCA DE DANTE SEMPRE ESTAVA FIEL AS ADMINISTRAÇÕES

  • Luis | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 06h50
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    10

    Galilei, o problema é exatamente esse o governo é o maior Caloteiro que eiste.

  • Jorge | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 06h49
    10
    12

    O estado de Zé promessas o que fez, transformação no estado que ele prometia ele fez, o homem é suas ações. O governador da cinais claros de incompetente na política e de ditador.

  • Jaimão | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 06h23
    24
    5

    Acabou as facilidades no governo e acabou incentivo fiscal, não sabe trabalhar igual a todos os empresários honestos dá nisso. Não sou eleitor do Taques mas pelo menos ele cortou os malas mamadores nas tetas da facilidade.

  • Paulo | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 06h19
    18
    3

    Uma falta de atendimento e gerência das vendas da nisso Bagunçado sem gerência

  • eleitor | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 06h15
    30
    2

    empresa que é acostumada a mamar nas têtas do Estado, dá nisso ...!!!! A têta seca ...... paaaaash

  • João José de Rosário | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 05h51
    22
    6

    Só ESQUEMAS e ainda QUEBRA .... muita incompetência ou mão de DEUS ?

  • Juca de Cuiabá | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 02h53
    15
    21

    Mais uma empresa que esse governo quebrou!!

  • Galileu | Segunda-Feira, 12 de Março de 2018, 23h39
    66
    5

    Quem diria. Essa empresa ganhou várias licitações tanto na prefeitura como no estado. São José que me proteja.

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