19 de Outubro de 2018,

Economia

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Quinta-Feira, 09 de Agosto de 2018, 16h:00 | Atualizado:

RECUPERAÇÃO

Justiça aprova plano da Trescinco, em Cuiabá


Gazeta Digital

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Depois de 3 anos e meio do pedido, o plano de recuperação judicial da Trescinco Distribuidora de Automóveis e da Trescinco Veículos Pesados foi homologado pela Justiça. O Grupo empresarial tem dívidas de R$ 58,825 milhões com cerca de 250 credores das classes quirografária, trabalhista, de garantia real e microempresa e empresa de pequeno porte, que serão pagos em até 15 anos, conforme publicado pelo Tribunal de Justiça no último dia 25 de julho. A recuperação terá validade de 2 anos, conforme determina a Lei de Recuperação Judicial (Lei 11.101/2015), período em que a empresa é fiscalizada pelo Poder Judiciário.

O pedido de recuperação foi protocolizado em janeiro de 2015, mas encontrou vários obstáculos até ser, homologado, para então ser executado.

Na época que a Trescinco entrou com o pedido de recuperação, em Cuiabá, a Ariel, empresa que pertence à mesma família com sede em Várzea Grande, também solicitou a medida à 4ª Comarca da Vara Cível da cidade. Os débitos estavam estimados em R$ 28 milhões.

A 1ª assembleia geral de credores da Trescinco foi realizada em 18 de novembro de 2015, mas terminou sem acordo. O processo vem sendo julgado pelo juiz Cláudio Roberto Zeni Guimarães, da 1ª Vara Cível Especializada de Falências, Recuperação Judicial e Cartas Precatórias de Cuiabá.

O plano de recuperação apresentado pela empresa chegou a ser “inicialmente” aprovado e homologado, mas quando submetido ao controle do Tribunal de Justiça foi invalidado parcialmente, em 2016. Na ocasião, o TJ determinou a apresentação de um novo plano, com observação aos parâmetros que foram considerados irregulares, como a carência para início dos pagamentos, a incidência de correção monetária e a aplicação de juros.

Allison Franco, advogado da empresa, explica que na ocasião, a Justiça determinou que fosse formatado um novo plano e realizada nova assembleia. “Este novo plano foi levado aos credores, que aprovaram. Agora o juízo homologou o plano dizendo que está em conformidade com a legalidade”. Segundo Franco, a demora na homologação da recuperação judicial foi provocada pela contestação de dívidas existentes com uma instituição financeira.

“Este banco, que é o maior credor da empresa, estava pedindo a suspensão da assembleia para fazer uma proposta de pagamento da dívida. Tivemos 4 suspensões a pedido desta instituição. Por fim, com a demora do andamento processual, sem a apresentação de propostas de pagamento, a empresa pediu que o banco fosse retirado da recuperação judicial, porque há também divergências quanto aos valores devidos. E o caso está sendo discutido na Justiça em um processo de impugnação de crédito”. 

 

 

 

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