18 de Julho de 2018,

Opinião

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Quinta-Feira, 12 de Julho de 2018, 09h:03 | Atualizado:

Junior Macagnan

Cortes na máquina pública

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A máquina pública precisa ser reduzida para que o brasileiro pague menos imposto e tenha uma vida digna com no mínimo de acesso à saúde e a educação em uma comunidade segura. Parece óbvio, e é mesmo! Mas como fazer isso? Com comprometimento, sem populismo, sem demagogia. Com foco na gestão de serviço público de qualidade, dedicação e propostas factíveis de execução.

É preciso atenção, nesta pré-temporada eleitoral, muitos deputados atuais, que se rotulam “novidade” se apropriaram do discurso de “redução de gastos”, “ diminuição da máquina pública”, mas em mais de 10 anos de gabinete em Brasília, não reduziram nem o cafezinho.

Será que precisamos mesmo de 513 deputados, 81 senadores, 1059 deputados estaduais, 57.549 vereadores e mais de 100 mil nomeações em nível federal? Qual retorno destes colaboradores e servidores? Na vida do cidadão, que paga esta estrutura não se vê melhora, nem pelo menos sinais de avanço.

Em debate franco e de olho nos números, sem desonestidade intelectual, é possível concluir que quanto maior o Estado, neste modelo inchado e gastador, a oferta de serviços de saúde, educação e segurança continua sendo de péssima qualidade. Portanto quanto maior o Estado menos creche, menos hospitais e policiais nas ruas.

Como é possível, por meio de reformas, reduzir a carga tributária e manter a mesma arrecadação? Cortando despesas. Acabar com super aposentadorias que custam R$ 50 bi, acabar com super salários de servidores, acima do teto, que hoje custam por ano R$ 14 bi, e reduzir custo de empresas estatais, que não dão retorno a sociedade, mas custam R$ 20 bi todo ano. Reduzir os gastos com cabides de emprego e reduzir sim “tamanho” dos entes da federação Legislativo, Executivo e sim fazer ajustes no Judiciário.

Avalio que o caso mais grave é o custo anual de mais de R$ 6,1 bi apenas da Câmara dos Deputados, dados do Congresso em Foco. É possível mensurar, diante de tanto gasto, qual o retorno em trabalho de cada deputado, fica o questionamento.

Entendo ser perfeitamente aceitável e administrativamente possível diminuir o número de assessores de 25 para 14. Além disso, reduzir o custo do gabinete, que hoje é de R$ 179 mil em 30%, já num primeiro momento, e com foco na otimização a gestão chegar a reduzir o custo em 50% e o número de assessores para 12. A lógica é diminuir sem perder a eficiência. Recurso público não é lucro e nem faturamento é dinheiro da população que precisa ser valorizado e aplicado.

A população não tem com apoiar um Estado gastador e nem representantes que falam, falam mais não agem. Apenas quem foi e está nas ruas, sobrevive do pão labutado a cada dia, com suor e sangue, sabe e sente na pele que o Estado deve servir a população e não ser servido aos servidores do dito “alto escalão”, que não retornam o investimento que tem.

Termino este texto parafraseando importante pensador, Confúcio, que hoje é atualíssimo. “Se um homem consegue dirigir com retidão sua própria vida, as tarefas de governo não devem ser um problema para ele. Se ele não consegue dirigir sua própria vida com retidão, como pode dirigir outras pessoas com o espírito de correção”.

Junior Macagnam, popular Vitamina, é empreendedor, ativista cívico e membro do Renova BR

 

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Comentários (2)

  • Jhunnyor | Quinta-Feira, 12 de Julho de 2018, 14h49
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    Errado Adalberto Ferreira da Silva! A mais básica lógica derruba seu fraquíssimo argumento (repetido por todo tipo de esquerdistas). 1º que se alta carga tributária fosse boa para crescimento econômico, bastaria uma canetada para elevar os tributos a 100% do PIB e, então, todos nos tornaríamos funcionários públicos para, então, sermos os mais ricos do mundo (como a falida União Soviética e a atual “potência” Coréia do Norte?). Mas se vamos todos receber tributos, quem pagará os tributos? A sua ignorância econômica reside no fato de desconhecer o que tonou próspero os países que você cita e, sinto muito lhe informar, não foram as altas cargas tributárias, muito menos a grande quantidade de funcionários públicos. 2º A França (principalmente) e os EUA (mais posteriormente), estiveram na vanguarda da revolução industrial, o que elevou suas economias de agrária de subsistência e comércio primário, para uma rica, desenvolvida e CAPITALISTA economia industrial de comercio de alcance mundial. Diante isso, com o passar dos anos, a já rica França do início do século 20 (principalmente) por meio de seus políticos aumentaram o ”welfare state” e a presença do estado na economia, o que tem destruído sua economia e criado sérios problemas de desemprego, baixo crescimento econômico e iminente falência previdenciária. Nos EUA, a história é parecida, alto crescimento econômico em uma economia bastante livre e baixíssima carga tributária, embora os políticos tenham tentado implantar o “welfare state”, e em parte tenham conseguido, lá a coisa foi um pouco mais difícil, dado a consciência de parte da população em aceitar a ideologia esquerdista, porém mesmo assim o inevitável agigantamento do estado trouxe consigo a elevação de funcionários públicos. Mas com uma mentalidade de setor privado altamente empreendedora e antiburocrática e um percentual da população altamente qualificada (sem universidades públicas...), tecnologia pujante a elevada e crescente produtividade do trabalho, o país consegue manter a economia de modo satisfatório... porém longe dos tempos de outrora. 3º O maior problema do Brasil, ou mais especificamente do governo federal, são os constantes déficits primários e nominais, isto, em linha gerais, significa que o governo federal gasta mais com todo sua burocracia do que a sociedade é capaz de pagar via tributos. E isso piora, por que aí sim entra em cena outra questão, que é: Como o governo realiza o financiamento de seus estratosféricos gastos? Resposta: Se endividando! Essa é a origem da dívida pública, (chega atualmente a quase 80% do PIB) e sua consequência são os altos juros, uma vez que tais juros, para serem atrativos e alguém possa se interessar por papeis de risco de um país em desenvolvimento e de governos populistas, é preciso manter sempre o juro elevado para atrair financiadores. Conclusão: manter mais funcionários públicos, aumenta ainda os o déficit primário, que significa que a dívida pública se torna mais elevada, o que significa que os juros permanecerão altos, o que implica, necessariamente, numa economia capenga de baixo crescimento, inflação alta, elevado desemprego, exportadora de produtos primários e de ciclos econômicos totalmente dependente do contexto externo. Se é isso que você realmente deseja, e o Brasil ainda não está no nível de estatismo de seu agrado, seu sonho já é realidade aqui perto, na Venezuela...

  • Adalberto Ferreira da Silva | Quinta-Feira, 12 de Julho de 2018, 10h36
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    Na França os empregos públicos representam 12% do total de trabalhadores com empregos formais, nos EUA equivalem a 22% e no Brasil 8%. Portanto, a visão de que a Máquina Publica no Brasil tem excesso de funcionários não corresponde aos fatos, não passa de uma inverdade disseminada pela grande midia a serviço dos banqueiros. O maior problema do Brasil é a sangria de recursos causada pelo pagamento dos juros da dívida pública, em função da taxa de juros, uma das mais elevadas do mundo. Os banqueiros embolsam 48% dos impostos arrecadados, e por isso o País está em estado de insolvência, com a Saúde, Segurança, Educação e demais políticas públicas falidas. E para agravar ainda mais, em MT o agronegócio não paga impostos, deixando de recolher R$ 5 bi por ano. Então, responsabilizar os funcionários públicos é coisa de desinformados, ou fe interessados em continuar mamando nas tetas públicas.

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