16 de Novembro de 2018,

Opinião

A | A

Quinta-Feira, 12 de Julho de 2018, 08h:31 | Atualizado:

Eduardo Póvoas

Maus tratos aos animais

eduardopovoas.jpg

 

Virou moda de um tempo para cá algumas ONGs deste país empunhar a bandeira de defesa dos animais, como se elas entendessem mais de bons tratos a animais em detrimento dos seus donos que investiram milhares de reais, em alguns casos de dólares na sua aquisição.

Acompanho há mais de vinte anos provas de laços, rodeios e tudo que gira nesse ramo, e procuro com ajuda de uma lupa, onde, quando e por que cidadãos que necessitam desses animais para sua sobrevivência os colocariam nas arenas e da arquibancada ficariam na torcida para que um boi ou um cavalo quebre a perna ou o pescoço.

Pensamento de pessoas nesse sentido, significa para qualquer analise psiquiátrica, desequilíbrio mental de tamanha monta e de difícil recuperação. Lembrem-se de que células nervosas são irreversíveis ao serem lesadas.

Esses animais que chegam a valer cinquenta, oitenta, cem ou cento e cinquenta mil reais são mais bem tratados que muitos seres humanos que perambulam por nossas cidades ou mesmo, que “mofam” nas filas dos nossos hospitais ou das farmácias do SUS.

Defensores da teoria de que esses animais são mal tratados, falam sem conhecimento de causa, e muitos deles nunca visitaram os locais dedicados a sua hospedagem.

Imaginem senhores se esta teoria de mau tratos a animais contagiasse o futebol, a Fórmula 1 ou o box.

No futebol após a entrada criminosa sofrida pelo Neymar na Copa do Brasil no jogo contra a Colômbia que poderia ter lesado sua coluna e colocado nosso craque em uma cadeira de rodas pelo resto da vida, e que graças a Deus não aconteceu.

E se acontecesse deveria a CBF sair pedindo a extinção do futebol pelo planeta afora?

E o caso do Ayrton Senna morto exercendo sua profissão? Deveria  a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) sair mundo afora pedindo a extinção da Fórmula 1?

E o caso do Cassius Clay (Mohamed Ali) o maior boxer do mundo, que morreu com uma doença de Parquison a qual os Médicos acham que deve ter sido adquirida por tantos murros recebidos. Deveria a FIB (Federação Internacional de Box) pedir a extinção do boxe do planeta?

Morrer um cavalo, um boi ou até um peão em uma arena, são “ossos do ofício”, coisa que todos que praticam esse esporte como outro qualquer, estão sujeitos a isso.

Agora, idiotice sem começo, meio e fim é imaginar que um pai possa dar de presente a um filho um boi ou um cavalo caríssimo, e este ao entrar na arena o pai fique na arquibancada torcendo para que esse boi ou esse cavalo morram lá dentro.

Não vou aqui dizer nada, absolutamente nada a respeito do que esse segmento movimenta em emprego e em renda ao povo brasileiro. São cifras astronômicas muito maior que rendas de milhares de municípios deste país.

Vamos procurar defender coisas concretas e que venham realmente de encontro com as aspirações do povo. Não existe chifre na cabeça de cavalo, não adianta procurar....

Eduardo Póvoas-pós graduado pela UFRJ.

 

Postar um novo comentário

Comentários

  • Comente esta notícia

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS