25 de Maio de 2018,

Polícia

A | A

Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018, 10h:53 | Atualizado:

MORTE DE JOVEM

Empresa fazia plásticas de forma ilegal, diz CRM de MT

daniele-plastica2.jpg

 

A empresa que realizou duas cirurgias plásticas na paciente Edléia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, não estava legalizada perante o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) para atuar no estado, segundo a entidade. Daniele, como era conhecida, morreu no domingo (13) depois de ter sido submetida a duas cirurgias plásticas, em um hospital de Cuiabá.

O G1 entrou em contato com o contato com essa clínica, disponibilizado na página denominada "Plástica para Todos", a qual informou que ainda não se manifestará sobre o assunto.

A vítima havia pago R$ 50 para participar do grupo privado no Facebook para negociar as operações, segundo amigos. O procedimento cirúrgico foi negociado por meio da rede social.

Segundo a presidente do CRM-MT, Maria de Fátima Ferreira, informou que a empresa "Plástica para todos", com sede em Minas Gerais, que realizou os procedimentos de lipoaspiração e redução das mamas em Edléia, no dia 11 deste mês, não está inscrita no Conselho.

"Essa clínica não está inscrita no CRM e nós estávamos realizando investigações sobre a instalação de um consultório", avaliou. Esse consultório citado pela médica fica em Cuiabá.

Contudo, de acordo com a presidente do CRM-MT, os médicos que atendiam pela clínica estavam aptos a atuarem no estado.

"Os médicos que estão atuando nesta clínica estão legalizados para trabalhar aqui no estado", afirmou.

Depois de sofrer parada cardíaca, Daniele teve complicações e foi transferida do Hospital Militar de Cuiabá, onde foram feitos os procedimentos, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital, onde faleceu, no último domingo (13), após ter uma parada cardíaca. A cirurgia custou R$ 6 mil.

O hospital informou que alugou o centro cirúrgico para a equipe médica fazer cirurgia e que, mesmo não sendo de responsabilidade da unidade de saúde, foi dada a assistência necessária para a paciente, após complicações.

Daniele pagou R$ 50 para participar do grupo privado no Facebook por onde tratou das cirurgias com a empresa.

Investigação

O CRM informou que uma sindicância foi aberta para apurar a morte de Edléia Daniele e que já foram solicitados aos envolvidos no procedimentos os documentos necessários para apuração.

O Hospital Militar de Cuiabá faz atendimentos de baixa e média complexidade e, por isso, não tem leitos de UTI. O espaço foi alugado pela equipe médica que operou Daniele.

O caso também está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que abriu inquérito depois de denúncia da família. Na certidão de óbito a causa da morte foi choque hemorrágico.

 

Postar um novo comentário

Comentários (1)

  • Fer | Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018, 14h38
    0
    0

    Tá, a EMPRESA é ilegal..e a moça não sabia disso??

Loading...

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS