13 de Dezembro de 2018,

Política

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Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 22h:21 | Atualizado:

ESTADO EM CRISE

Apesar de déficit bilionário, Mauro prevê pagar RGA em 2019

Governador afirma que prioridade é cortar gastos públicos

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O governador eleito de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) esteve na Assembleia Legislativa na manhã de ontem e se reuniu com 17 dos 24 parlamentares. Na pauta, as diretrizes que deverão nortear as ações que serão realizadas para ajudar Mato Grosso a sair da crise financeira, marcando o trabalho em conjunto dos poderes Executivo e Legislativo.

Mendes apresentou um relatório do cenário financeiro do Estado que revelou um déficit de R$ 1,8 bilhão e disse que quer aprovar um orçamento realista, com previsão de equilíbrio entre receitas e despesas. Mendes pediu diálogo e cooperação das partes. “Viemos aqui (na ALMT) dialogar com os deputados, mostrar aquilo que estamos planejando para 2019, para que possamos ajudar Mato Grosso a sair dessa profunda e gravíssima crise financeira. O Estado que deve pra Deus e todo mundo, não consegue honrar seus compromissos. Na Saúde, existe um caos. Os hospitais fechando, salários atrasados, praticamente todos fornecedores sem receber, o Estado deve R$ 160 milhões para os municípios nesta área. Uma duríssima realidade financeira”, afirmou. 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), avaliou o encontro como positivo.  “Foi uma reunião em que se falou da situação do ano que vem. Vamos começar 2019 com déficit,  e com todas as dificuldades teremos no próximo ano vai precisar que a AL faça mudanças. Vamos trabalhar para aprovar as leis que sejam necessárias, iniciando por fazer um orçamento realista, que demonstre claramente que tem mais de um bilhão e meio de déficit. Ele (Mendes) demonstrou os déficits, mais de um bilhão e meio, e isso, só nas contas obrigatórias. Vamos ter que adotar medidas duras, cortar gastos e aumentar a arrecadação”, disse, assegurando que os deputados estarão presentes a partir de janeiro para aprovar projetos necessários ao equilíbrio do Estado.   

Dentre as medidas que estão sendo analisadas está o possível corte de 24 para 15 secretarias e a redução de 20 empresas públicas. Segundo o futuro governador, “medidas necessárias para equilibrar as finanças e o Estado voltar a ter condições de investimentos”.

Além disso, a equipe técnica trabalha para que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) seja planejada com cautela, respeitando o fluxo de receitas e despesas. O futuro governador, falou de controle de gastos, mas assegurou que haverá esforço do governo em cumprir compromissos como folha de pagamento, RGA e outros, previstos em lei.

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Comentários (14)

  • Inhana | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 10h53
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    0

    Eu espero sinceridade do governo MM porque nos últimos 4 anos o tx foi só gogó e tentou tirar da parte mais fraca os servidores e Viu no que deu queda na arrecadação; porquê o servidor gasta seu salário no comércio e volta aos cofres do governo já os incentivos é desoneração de receita dos barões vão para outros estados em iates; investimento e gastam pelo exterior afora . E não há retorno efetivo . Então preste atenção quem dá lucro efetivo e vê esses repasses dos duodécimos que não sabem mais a onde gastar. Agora inventaram polícia legislativa . toma tento isso é uma aberracao para 24 deputados tem que reverter em policiais Militares e não legislativo

  • O Atalaia | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 08h11
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    As ameaças eram apenas arroubo, com era de se esperar de um recém eleito bem.intencionado que vou o tamanho do rombo que vai ter que cobrir.No final vai dar certo é os servidores não precisarão entrar em greve....

  • Scot | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 07h55
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    Parece o mesmo discurso do Pedro Malvadeza. Trocaram seis por meia dúzia. Um caloteiro por outro. Espero que o M.M tenha aprendido a lição: Não mexa com servidores públicos.

  • servidorrrr eufóricoooo | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 07h51
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    mendes, se afaste desse traste botelho, o cara é maquiavélico, não merece respeito, o cara só pensa em si, um verdadeiro larápio, conseguiu se reeleger ameaçando as pessoas, digo isso por que ele ameaçou funcionários da rede de mercados dia a dia, ele sabe não é nem um inocente.. e parabéns pela iniciativa, os servidores do executivo serão parceiros seu, não é justo somente tj, mp, al, tc, etc que não trabalham receberem altos salários e auxílios e a população cada vez mais esquecidas.

  • Juarez | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 07h43
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    Entao porque ele esta atrapalhando o Taques pagar o RGA de 2018? Essa raça é tudo igual, fazem da mentira sua ideologia de vida... Nem assumiu já entrou que recurso no TCE pra não pagar RGA, MM precisa ser inteligente e chamar os servidores para o diálogo, não cometer o mesmo erro do Taques.....

  • Servidor | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 07h10
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    GOVERNADOR TODO MUNDO EM ALGUM MOMENTO PASSA POR PROBLEMAS FINANCEIROS, AGORA O QUE NÃO PODE ESQUIVAR SE DOS COMPROMISSOS ALEGANDO DIFICULDADE FINANCEIRA, O QUE SE PODE É ISSO É PEDIR UM PRAZO PARA QUE CONSIGA EQUILIBRAR A SITUAÇÃO FINANCEIRA E AI ACERTAR OS COMPROMISSOS LEGAIS COM OS SERVIDORES QUE É O PAGAMENTO DO SALARIO, RGA E TODOS OS DIREITOS DOS SERVIDORES E DOS CREDORES DO ESTADO...TENHO CERTEZA QUE NOS SERVIDORES VAMOS TER ESTA TOLERÂNCIA COM O COMPROMISSO DE ASSIM QUE MELHORAR AS RECEITAS TERMOS OS NOSSOS DIREITOS GARANTIDOS.

  • Mad | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 06h40
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    JUDICIÁRIO ta com milhares de processos atrasados, leva 15 a 20 anos pra julgar uma ação, trabalham 6h e ganham muito bem, orçamento hiper estimado... LEGISLATIVO ta com centenas de projetos para colocar em pauta, leva 5 a 10 anos pra votar assuntos importantes, trabalham 6h e ganham muito bem, orçamento hiper estimado.... Os sem RUMO do TCE e MP nem vou adentrar muito, orçamento hiper estimado e ótimos salários com péssima eficiência e produtividade. Já o EXECUTIVO rala pra entregar bons serviços pra população diante de tantas dificuldades, levamos a fama de corruptos e vagabundos, vamos voltar a trabalhar 8h, tirando algumas categorias, a grande maioria ganha muito mal, salários desmotivadores, estrutura de trabalho em péssimas condições. Triste a situação do Poder Executivo, a hipocrisia tomou conta dos demais Poderes, esta cada um olhando pro próprio umbigo com ganancia exacerbada enquanto falta recursos para as escolas, creches, hospitais, infraestrutura e etc. Alguém precisa por fim a essa desventura.

  • José | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 05h43
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    1

    Como assim cortar gastos públicos? Se uma das primeiras medidas dele foi voltar o expediente integral dos órgãos públicos? Não que eu concorde, pois se o servidor prestou concurso para 8h diárias, então deve trabalhar como tal. Mas já se provou várias vezes que causa uma boa economia para o Estado o expediente de 6h ininterruptas.

  • José | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 05h26
    4
    2

    Como assim cortar gastos públicos? Se uma das primeiras medidas dele foi voltar o expediente integral dos órgãos públicos? Não que eu concorde, pois se o servidor prestou concurso para 8h diárias, então deve trabalhar como tal. Mas já se provou várias vezes que causa uma boa economia para o Estado o expediente de 6h ininterruptas.

  • alexandre | Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 23h27
    40
    0

    Economia é cortar super duodécimos, verba indenizatória e privilégios..no legislativo e judiciário..

  • Fagner | Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 23h03
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    Botelho, Mauro Savi, Gilmar Fabris, Oscar Bezerra, entre outros incentivaram o Pedro Taques a dar o calote no RGA já articulando a campanha do Mauro Mendes. Vc Mauro Mendes abra o olho porque da mesma forma que fizeram na gestão anterior já estão se aglurinando em torno do senador Wellington Fagundes. Para isso contam com seus erros.

  • alex.silva.2.saturn@gmail.com | Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 22h37
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    2

    Ele que não paga... Para ver.

  • Gaspar | Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 22h35
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    0

    Taques começou na arrogância e ninguém se lembra mais quem era.

  • Túlio | Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 22h33
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    0

    Os opositores do governador Mauro Mendes (e alguns de sua base) já se articulam a espera de que sua popularidade derreta como a do Taques em decorrência do ataque aos servidores do Executivo.

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