15 de Novembro de 2018,

Política

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Quinta-Feira, 08 de Novembro de 2018, 10h:30 | Atualizado:

ADMINISTRADOR

Ex-secretário de Taques alega que população votou por "mudança de perfil"

Max Russi admite erros na atual gestão, mas lembra que crise econômica prejudicou Taques


Da Redação

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O deputado estadual reeleito Max Russi (PSB) considerou que falhas em decisões do governador Pedro Taques (PSDB) e falta de dinheiro em caixa foram fatores decisivos para a derrota do tucano nas eleições deste ano. A declaração do parlamentar foi dada a Rádio Capital na última segunda-feira (05), em Cuiabá. 

Segundo o deputado, Taques foi escolhido em uma época em que população almejava combater a corrupção. Já neste ano, o perfil desejado pelo povo é de administrador, que se encaixa no governador eleito, Mauro Mendes (DEM).

Russi também ressalta que problemas com pagamentos de servidores pesaram na avaliação do  eleitor. “E neste momento talvez a população quisesse outro tipo de gestor e este tipo de gestor talvez tenha sido enxergado na figura do ex-prefeito Mauro Mendes. Queriam um gestor que viesse com uma proposta diferente, algo novo de gestão e administração. Talvez pelos atrasos na folha e dos fornecedores, a população não viu isso no governador Pedro Taques”, destacou. Durante avaliação dos erros na gestão de Taques, o parlamentar, que foi secretário chefe da Casa Civil na atual gestão, explica que após todo mandato não é difícil apontá-los. Porém, destaca que a crise econômica no país foi protagonista para o insucesso nas contas do Estado.  

“Passado quatro anos você pode fazer um análise neste momento e apontar as falhas, os erros porque teve falhas. Mas tem uma série de fatores que contribuíram. Por exemplo foi um período muito difícil, um período complicado de crise, a maior crise econômica deste País”. 

AFASTAMENTO

O deputado destaca que não vê necessidade para afastar Taques do cargo neste final de mandato e garante ser contrário a decisão. O pedido foi feito pela deputada Janaina Riva (MDB), que solicitou o afastamento do gestor por suposto envolvimento em esquemas de corrupção no executivo, delatado pelo empresário Alan Malouf.

“Contrário, totalmente contrário para o governador entregar o Governo. Houve uma delação e ainda não foi comprovado nada, acho que a justiça tem que apurar, investigar, responsabilizar os culpados e aquilo que eles são culpados”, narra. 

Ele afirma ainda que um eventual afastamento irá prejudicar o processo de transição do Governo. “Não vejo vantagem nem benefícios para Mato Grosso nesses 50 dias que faltam  de mandato para o fim do governo Pedro Taques. Precisa concluir, fazer uma transição tranquila dando condição ao novo governo de ter acesso a todas as informações. Aquilo que ele falou em delação são coisa de três anos, não será o afastamento dele neste período de 40 dias que vai alterar a investigação”.

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Comentários (5)

  • Henrique Dias | Sexta-Feira, 09 de Novembro de 2018, 06h50
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    Depois que se declarou petista nada mais que fala tem valor. Só se elegeu por que escondeu a veia social-comunista para depois da eleição. Taques perdeu por que foi um mal gestor cercado de péssimos gestores.

  • Contribuinte | Quinta-Feira, 08 de Novembro de 2018, 21h26
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    A única crise foi a de gestão!

  • Gilmar | Quinta-Feira, 08 de Novembro de 2018, 17h46
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    Até por que ele não combateu a corrupção, só aumentou.

  • Marcos | Quinta-Feira, 08 de Novembro de 2018, 15h42
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    Esse deputado medíocre que udou a Setas e Casa Civil paga essas matérias? Só pode kkkkk

  • Teka Almeida | Quinta-Feira, 08 de Novembro de 2018, 11h47
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    Nossa, crise econômica????!!!!! Isso se chama INCOMPETÊNCIA. Se todos os estados usarem essa justificativa, acabaria por inviabilizar os gestores competentes.

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