17 de Outubro de 2018,

Política

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Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018, 13h:25 | Atualizado:

LIBERDADE PEDIDA

Ex-secretário lembra cautelares do STJ e destaca que depoimentos de presos o isentam de esquema no Detran-MT

Segundo advogados, mandados já foram cumpridos e MP não ofereceu denúncia


Da Redação

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A defesa do advogado e ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, entrou  na tarde de ontem com um pedido de revogação da prisão preventiva junto ao desembargador José Zuquim Nogueira. Preso há uma semana na segunda fase da "Operação Bereré", denominada de "Bônus", Taques alega que a prisão dele não se faz mais necessária.

Entre os motivos apontados pelos advogados de Paulo Taques, estão os de que os mandados de busca e apreensão nas residências e escritório dos investigados na operação já foram todos cumpridos. Eles também apontam que o ex-secretário já prestou depoimento e que o Ministério Público Estadual ainda não ofereceu denúncia.

Os advogados de Paulo Taques ainda destacaram que ele cumpre também medidas cautelares após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, relativa ao escândalo das interceptações telefônicas ilegais cometidas por alguns integrantes da cúpula do Governo do Estado e da Polícia Militar, que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira. “Sustentamos que a prisão não se faz mais necessária em virtude do cumprimento das ordens de busca e apreensão nas residências e escritório dos investigados. Todos os interrogatórios foram colhidos e nenhum ato ilícito foi atribuído a Paulo Taques, assim, considerando que a denúncia ainda será oferecida, a persecução processual sequer tem data para começar e Paulo Taques já cumpre cautelares do STJ não se faz necessário o encarceramento prematuro”, apontou.

Paulo Taques, que é primo do governador Pedro Taques, foi preso na quarta-feira da última semana, durante a deflagração da Operação Bônus, segunda fase da Operação Bereré, que investiga fraudes no Detran, causado um rombo de mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos. Além de Paulo, foram presos seu irmão, Pedro Jorge Zamar Taques, o empresário Roque Anildo Reinheimer, o ex-CEO da EIG Mercados, José Kobori, o deputado estadual Mauro Savi (DEM) e seu assessor, Claudemir Pereira dos Santos, o Grilo.

Taques é acusado de receber R$ 2,6 milhões em propina. Ele, de acordo com as investigações, teria recebido os valores através de José Kobori, que era um "executivo de fachada" da empresa EIG.

Mauro Savi também ingressou com pedido de revogação. O desembargador José Zuquim pediu a opinião do Ministério Público Estadual antes de decidir sobre a liberdade.

 

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Comentários (4)

  • Eduardo Vilas Noas | Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018, 16h02
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    Claro que não, prender sem denúncia e igual crime de morte sem morte, sem vítima, sem morto, sem corpo!

  • Desconfiado | Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018, 15h17
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    Adalberto falou tudo. O integrante da Organizaçao criminosa continuou mesmo depois de sair do governo. Falando nisso precisa checar o escritorio de advocacia dele e do governador em nome de Samira. Todos de operacoes que foram clientes tiveram vantagens dizem a boca miuda.... estranho... muito estranho

  • Jacozinho | Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018, 14h59
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    Os presos falam bem do seu dotô, pra que ele seja liberado e possa fazer os "corre" pro restante da quadrilha. Método manjado seu dotô... Aguenta firme dotô... a proposito a jornalista conseguiu elaborar uma pergunta melhor pra vossa excrecencia... como tem sido os seus dias na prisão.????

  • adalberto | Quarta-Feira, 16 de Maio de 2018, 14h08
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    A prisão deve prevalecer porquanto no cumprimento de medida cautelar de outra prisão, voltou a deliinquir, assim, não so deve ser mantida a prisão como revogada a decisão que deferiu a a medida na primeira prisão. Se soltar ele volta a prisão, porque está envolvido em outra meia duzia de maracutaias.