17 de Fevereiro de 2019,

Política

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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

GREVE ILEGAL

Fórum anuncia recurso contra decisão


Diário de Cuiabá

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O Fórum Sindical, entidade que representa 32 categorias do funcionalismo público estadual, classificou como “desleal” a decisão do governo de recorrer à Justiça, pedindo que a greve dos servidores do Executivo seja declarada ilegal. 

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, informou na última quinta-feira que medidas seriam tomadas a partir da próxima segunda-feira, dia 6. Mas a decisão em caráter liminar, declarando a greve ilegal, “pegou” os sindicalistas de surpresa. 

“A partir de segunda-feira, o governo vai se sentir no direto de exercer sua prerrogativa de questionar ou não as greves, mas isso é uma coisa que vai ser avaliada a partir da semana que vem. A partir da segunda-feira, em se persistindo a greve, nós vamos colocar na pauta de avaliação que medidas tomar e se tomaremos tais medidas ”, disse Paulo Taques. 

“O governo foi desleal. No dia 31, em conversa com os servidores, o governo disse que buscaria recursos em Brasília para tentar aprimorar a proposta de pagamento da RGA (Revisão Geral Anual). Mas no mesmo dia recorreu à Justiça contra a greve. O movimento foi declarado ilegal em caráter liminar. Vamos entrar com um agravo regimental, porque quando você entra com um agravo, a decisão vai para um colegiado de desembargadores”, disse o representante do Fórum Sindical e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma-MT), Oscarlino Alves. 

O Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Estado de Mato Grosso (Sinetran-MT) – também foi um dos alvos da ação judicial movida pelo governo do Estado. “É uma prática comum do governo. Infelizmente, é mais uma demonstração que indica que o governo não sabe dialogar. Mas, mesmo diante disso, o movimento continua firme e forte”, disse a presidente do Sinetran, Daiane Renner. 

As ações do Fórum continuaram na tarde de ontem (3). Desta vez, os servidores grevistas acamparam em frente à Secretaria de Estado de Gestão (Seges). O acampamento, segundo os sindicalistas, serviu para mostrar que a luta pelo pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28%, referente às perdas inflacionárias de 2015, que deveria ter sido paga em maio, continua. 

O governo do Estado apresentou na tarde da última quinta-feira (2), ao Fórum Sindical, uma nova proposta para o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 6%, sendo que 2% seriam pagos em setembro, 2% em dezembro e os outros 2% em março do próximo ano. O Fórum rejeitou a proposta. 

 

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