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Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 12h:26 | Atualizado:

BARRIGA DE ALUGUEL

Juíza depõe sobre grampos ilegais em MT e deixa PC em silêncio

Selma Arruda denunciou que duas operações podem ter sido inserido números para grampear ex-amante de Paulo Taques


Da Redação

Luís Vinícius / Hipernotícias

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A juíza Selma Rosane Arruda, titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, esteve no Complexo Miranda Reis de Juizados Especiais na manhã desta quinta-feira (5) prestar depoimento como testemunha no inquérito que apura os grampos clandestinos. Ela chegou escoltada pelos seus seguranças e não falou com a imprensa.

A magistrada depôs aos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta a respeito de processos que tramitaram na Sétima Vara e que teriam realizado escutas ilegais. Os processos são referentes a “Operações Fortis”.

A possibilidade de ocorrência de grampos ilegais em processos que tramitam na 7ª Vara Criminal foi levantada pela própria juíza Selma Arruda. Em maio deste ano, após divulgação do esquema de grampos ilegais no Estado, por meio de  “barriga de aluguel”, a juíza que encaminhou ofício a Corregedoria Geral de Justiça levantando a suspeita de que o sistema teria ocorrido na “Operação Fortis”, que originalmente investigou criminosos do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho.

Porém, foram inseridos números telefônicos da publicitária Tatiana Sangalli – ex-amante do ex-secretário Paulo Taques - e da ex-assessora da Casa Civil, Caroline Mariano. Os pedidos de inserção destes números foram feitos pela delegada Alana Cardoso.

Sangalli foi identificada como “Dama Lora”, enquanto Caroline seria a “Amiguinha”. O relatório com o conteúdo das escutas dos números delas não chegou às mãos da magistrada.

“É possível verificar que existem indícios de que os terminais telefônicos (65) 9998-1122 e (65) 9208-6867 foram inseridos pela autoridade policial, delegada Alana Derlene Souza Cardoso. Esta delegada ocupava, na época, o cargo de Diretora de Inteligência da Policia Judiciária Civil, diretamente ligada à Secretaria de Segurança Pública, cujo titular era o promotor de justiça Mauro Zaque de Jesus. Foi ela a coordenadora da Operação Fortis, da SESP. O ocorrido denota, a princípio, típico caso da chamada “barriga de aluguel”, que induziu tanto o Ministério Público quanto o juízo a erro”, diz trecho do documento proferido pela juíza Selma Arruda no último dia de 25 de maio. 

QUERUBIM

Posteriormente, houve um pedido para realização de grampos contra Sangalli e Caroline, além de outras pessoas, na operação denominada “Querubim”. Neste caso, todos os grampeados estavam corretamente identificados.

Esta ação investigava um suposto plano para atentar contra a vida ou a carreira politica do governador Pedro Taques. O plano contaria com a participação do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, ex-chefe do crime organizado em Mato Grosso e desafeto declarado do governador.

SARGENTO

Além de Selma Arruda, depõe nesta quinta-feira o sargento João Ricardo Soler. O advogado dele informou que seu cliente irá colaborar com as investigações.

 

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Comentários (8)

  • Cesinha | Sexta-Feira, 06 de Outubro de 2017, 22h36
    2
    0

    Quando chegara ao excelentíssimo senhor governador!? Será que ele está igual ao Lula!? Nunca sabe de nada no seu governo!? Grampo? Roubo na Seduc!? Fraude em protocolo!? Incentivos fiscais acabando com a arrecadação? Caixa dois na sua campanha!?

  • marcos | Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 20h51
    1
    0

    kkkkkkkkkkk a juiza esta mudando de lado, agora ela que tem que prestar depoimento, adoro como esse mundo da volta, adoro

  • arauna/indio | Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 15h59
    20
    6

    essa juíza aí toma café da manha, almoça e janta todos os dias com Pedro taques e sua corja ela vai blindar todos os envolvidos do grampo; tem que tirar ela do cargo; juíza pau que bate em chico, tem que bater em Francisco.

  • Auda | Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 13h42
    31
    10

    Essa juiza ... sei nao... parcial... vai proteher o anao e amigos?? Será?

  • Jair | Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 13h31
    34
    7

    A juiza autorizou quantos da lista de 100 mil? Tudo na inocencia?? Aham.. averiguem porque tem magistrado no meio sim... denunciou? Ou investigada?

  • Elias | Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 13h11
    27
    1

    Nunca..nunquinha espere pra ver..esse negócio ai quanto mais mexe mais fede.

  • Cidadão | Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 13h10
    22
    3

    VERGOLHOSO!!! Sem mais palavras...

  • Talio | Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 12h36
    44
    12

    Quando doutora alana sera presa?

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