20 de Março de 2019,

Política

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2019, 12h:25 | Atualizado:

SEVEN

Justiça interroga "testemunha chave" de operação no dia 26

Segunda fase da operação “Seven” investiga a destinação e a eventual lavagem de R$ 7 milhões destinados para “desapropriação” de uma área no Manso


Da Redação

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O juiz da Sétima Vara Criminal, Jorge Luis Tadeu Rodrigues, intimou para uma audiência no próximo dia 26 de fevereiro, em Cuiabá, a testemunha João Bertoli Filho. O ato judicial ocorre no âmbito de uma ação derivada da 2ª fase da operação “Seven”, que apura uma suposta lavagem de dinheiro de R$ 7 milhões, oriundos de uma desapropriação paga pelo Governo do Estado, na gestão Silval Barbosa, de uma área na região do Lago do Manso, e registrada no cartório de Rosário Oeste (126 km de Cuiabá).

João Bertoli Filho é testemunha do réu Filinto Correa da Costa, suposto proprietário do imóvel desapropriado na gestão Silval Barbosa. Ele também foi arrolado como testemunha pelo Ministério Público do Estado (MP-MT), autor da ação da penal. “Considerando que ainda estão pendentes as inquirições/interrogatórios das testemunhas e réus supramencionados, a serem inquiridas /interrogados por cartas precatórias, defiro o requerimento formulado pela a defesa do acusado Filinto Correa Da Costa e pelo Ministério Público para oitiva da testemunha João Bertoli Filho, designo o dia 26 de fevereiro de 2019, às 14h30min, a ser realizada na sala de audiência deste Juízo”, diz trecho dos autos.

A 2ª fase da operação Seven investiga o destino de recursos, e a eventual lavagem de dinheiro, de R$ 7 milhões que supostamente beneficiaram membros da cúpula da gestão do ex-governador Silval Barbosa como o ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, o ex-Secretário de Fazenda (Sefaz-MT), Marcel Souza de Cursi, e outros. “O mérito da demanda entre outros fatores, baseia-se na possível má-fé dos envolvidos em participar de algumas tentativas de dissimular a origem, localização e propriedade do recebimento de R$ 7 milhões advindos de dinheiro que tinha relação com o peculato do qual seu pai teria sido beneficiário, de acordo com a denúncia, sendo imprescindível a produção de provas que não deixem pairar dúvidas sobre a licitude ou não das condutas realizadas pelos acusados”, diz trecho dos autos.

Além de Marcel de Cursi e Pedro Nadaf, são réus na ação Filinto Correa da Costa, Filinto Correa da Costa Junior, Francisco Gomes De Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, Joao Celestino da Costa Neto, Afonso Dalberto, Marcos Amorim da Silva, Luciano Candido Amaral, Joao Justino Paes Barros, Andre Luis Marques de Souza, Roberto Peregrino Morales e Antonia Magna Batista da Rocha.A operação Seven descreve uma suposta fraude da gestão Silval Barbosa que pretendia adquirir uma área que pertenceria a Filinto Corrêa da Costa, registrada no cartório de Rosário Oeste para criação de uma Estação Ecológica, e declarou como de utilidade pública um outro imóvel, que também seria do médico, no ano de 2002.

Porém, de acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), as áreas não poderiam ser indenizadas pois “sequer é possível definir a quem tal área pertence, podendo, inclusive, ser propriedade do próprio Estado”.

Utilizando recursos destinados a regularização fundiária, a gestão Silval Barbosa realizou dois pagamentos de R$ 3,5 milhões para adquirir as áreas de “utilidade pública”, totalizando R$ 7 milhões. Em junho de 2016, o Gaeco deflagrou a segunda fase da “Seven” com o objetivo de rastrear os recursos desviados, que teria sido ocultado por meio de lavagem de dinheiro. 

 

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