17 de Fevereiro de 2019,

Política

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Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 18h:29 | Atualizado:

MUDANÇAS

"Lei é doce com a criminalidade", diz Selma

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A legislação brasileira ”é tão doce com a criminalidade, que é quase como se estivéssemos, ao legislar, deixando a porta aberta para o ladrão entrar”. Assim se posicionou a senadora Selma Arruda (PSL), durante a abertura, em Cuiabá,  do Curso de Lavagem de Dinheiro na Luta Contra o Tráfico de Drogas, uma iniciativa da inteligência da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), e que está sendo ministrado pelo setor de inteligência da polícia francesa.

Para a senadora, não se trata apenas de como combater a lavagem de dinheiro, com o foco específico no tráfico de drogas, pois as forças policiais e do judiciário que trabalham nessa área,  “sabem  muito bem que a promiscuidade entre os tipos de crimes praticados é muito grande e que,  um  determinado traficante pode estar  envolvido em crime contra a administração pública, crime de corrupção, tráfico de pessoas etc. É um sistema muito mais complexo do que se imagina”.

Selma Arruda, salientando que espera que o resultado desse curso, possa servir de base para propositura de implementação  em novas  leis, a nível de Congresso Nacional.

O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, que é ex-delegado da Polícia Federal, enalteceu o know-how do governo francês e aposta que o curso trará conhecimentos que vão enriquecer a inteligência da polícia mato-grossense e também servir de base para que a senadora use resultado como base para proposição de novas leis. “É muito bom ter a senhora no Senado. Desde a minha época de polícia e a senhora juíza , eu agora mais uma  vez  conto com seu apoio, desta vez no Senado, para que a gente possa melhorar a qualidade das leis, para fazer a vida melhor”, disse.

EXÉRCITO

Na 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, ainda nessa segunda-feira, a senadora assistiu a outra abordagem sobre o tráfico de drogas e que tem a fronteira Mato Grosso/Bolívia como porta de entrada,  não só para  o consumo e  comércio no Estado, como também para exportação para outros países, inclusive. 

A senadora, ainda estendeu ao Exército, convite para que também opine no novo pacote de leis, propostas na semana passada, pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro e que será debatido, a partir de agora, pelo Congresso Nacional.  O mesmo convite Selma Arruda já havia feito aos delegados da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC).

“O diálogo é importante, ninguém faz nada sozinhoCada um tem seu papel na sociedade e todos trabalhando em conjunto o resultado ´´e muito maior do que o que é feito isoladamente. Nessa conversa com a senadora, ela  com a experiência dela, sugeriu que os órgãos de segurança, colaborem, especialmente com a segurança e o desenvolvimento  da Fronteira Oeste”,  disse o general  Fernando Dias Herzer, comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, acrescentando que o mais emergente na fronteira Mato Grosso/Bolívia, é o constante  investimento em tecnologia e que não adianta apenas colocar a presença física dos soldados numa fronteira seca de 750 quilômetros. 

 “Fisicamente é impossível. Agora, com os meios de tecnologia, com  drones, radares e satélites, eu tenho condições de saber onde eu posso atuar”, completou o  comandante.

Selma Arruda, fez uma  análise dos dois eventos, em ao curso sobre lavagem de dinheiro, como também  quanto à explanação feita pelo comandante do  Exército.

“Fronteira é um ponto fraco do Estado brasileiro, no que diz  respeito à criminalidade organizada transnacional  e temos que ter um olhar mais sério, voltado para essa questão. E quanto à lavagem de dinheiro, o lucro das organizações criminosas é considerado o ponto mais fraco dessas organizações  e o que precisamos é de  mecanismos  eficientes para empobrecer essas organizações e isso, por si só, é o  suficiente para enfraquecê-las, sem precisar do embate físico direto”, resumiu Selma Arruda.

 

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Comentários (1)

  • Rogério | Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 23h17
    1
    0

    É por isso que a "dotora" ainda não está presa

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