20 de Junho de 2018,

Política

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Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 15h:50 | Atualizado:

VAZAMENTO NO TELEGRAM

Magistrados de MT qualificam promotor de "insano e leviano" e lamentam "despreparo humanístico"

Conversa vazada em grupo no Telegram revelou crítica de promotor ao Judiciário


Da Redação

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A polêmica conversa vazada entre promotores e procuradores em um grupo do Telegram, aplicativo de mensagens semelhante ao Whatsapp, continua rendendo. Desta vez foi a Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) que se manifestou.

Em nota enviada a imprensa, que inclui até passagens bíblicas, a entidade repudiou a atitude do promotor de justiça, César Danilo Ribeiro de Novais. César Danilo, que integra o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), disse em um grupo de promotores e procuradores do Ministério Público Estadual (MPE), que o "Ministério Público é bem maior que o Judiciário, moral e intelectualmente”.

Após o impacto da declaração, César Danilo amenizou a situação. Ele, em nota, afirmou que o texto publicado pela imprensa estava fora de contexto e classificou o vazamento como “odioso” e para atender interesses “inescrupulosos”.

Na nota, a Amam manifestou “seu repúdio, ao ato desagregador e leviano e à deselegância e agressividade gratuita contidas nas palavras do membro do MPE”. Na sequência, a nota ainda faz uma citação bíblica. “Não temos dúvida de que tenha falado o que pensa a respeito do Judiciário Mato-grossense e de seus Magistrados, pois a boca fala do que está cheio o coração (Evangelho segundo Mateus, 12:34)”, diz o texto.

A nota cita logo depois o nome do também membro do MPE, Marcelo Linhares, que aplaudiu as palavras de César Danilo. A Amam qualifica as palavras do promotor de “insanas”.

Segundo a Amam, o promotor demonstrou falta de preparo.  “Em verdade, a superioridade moral autoatribuída pelo agressivo promotor de justiça nos parece em descompasso com suas próprias palavras e com o ato de seu colega que fez vazar o diálogo privado, o que acaba sendo algo extremamente lamentável, mesmo que do ponto de vista de uma ética interna corporis bem longe da anunciada superioridade. Necessário, neste momento, nos lembrarmos da fraqueza intelectual e moral que às vezes marca a natureza humana, demonstrando estes atos que beiram à insanidade, seja do verborrágico promotor de justiça, seja do seu colega vazador, que o Ministério Público, tal qual todas as demais Instituições integradas por homens e mulheres, não está distante dessas fraquezas e precisa evoluir para um lugar que esteja pelo menos acima das vaidades e imperfeições inerentes ao ser humano”, diz.

Na sequência, a Amam afirma que os magistrados mato-grossenses têm a moral, a intelectualidade e a autoestima bem superiores ao do promotor César Danilo. “A sociedade mato-grossense bem sabe que neste Estado há magistrados valorosos. Magistrados que, além de serem os mais produtivos do País, como constatou recentemente o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estarão sempre prontos a dar de si o melhor para o bem comum, cuja moral e intelectualidade e, principalmente, autoestima, estão bem acima dessa moral superior e desse intelecto também superior propalada pelo promotor de justiça César Danilo Ribeiro de Novais”, sintetiza.

A nota segue com mais uma citação bíblica e ainda coube espaço para um trecho de “Papagaio do Futuro”, música de Alceu Valença. “De certo modo, a deselegância, agressividade e o aparente despreparo humanístico e intelectual pode ser o retrato fiel do caráter de sua Excelência Dr. César Danilo Ribeiro de Novais, ’…pois cada árvore é conhecida pelos seus próprios frutos…’ (Evangelho segundo Lucas, 6:44), não sendo de todo despropositado lembrarmos ainda uma vez o cancioneiro popular: ‘quem tem o mel dá o mel, quem tem o fel dá o fel, quem nada tem nada dá’!”, filosofa.

 

NOTA PÚBLICA

"A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), no exercício do seu mister sócio-político e associativo, em resposta às palavras do promotor de justiça César Danilo Ribeiro de Novais em grupo de um aplicativo de mensagens instantâneas, manifesta seu repúdio ao ato desagregador e leviano e à deselegância e agressividade gratuita contidas nas palavras do membro do parquet.

Verdade seja dita! Não temos dúvida de que tenha falado o que pensa a respeito do Judiciário Mato-grossense e de seus Magistrados, “….pois a boca fala do que está cheio o coração…” (Evangelho segundo Mateus, 12:34), verificando-se, ademais, que de pronto foi aplaudido por seu outro Colega Marcelo Linhares, como se observa do print que veio a público, não retirando a gravidade de suas quase insanas palavras a nota pública que fez publicar para imputar responsabilidades àquele que tornou público seu ataque de tola vaidade.

Em verdade, em verdade, a superioridade moral autoatribuída pelo agressivo promotor de justiça nos parece em descompasso com suas próprias palavras e com o ato de seu colega que fez vazar o diálogo privado, o que acaba sendo algo extremamente lamentável, mesmo que do ponto de vista de uma ética interna corporis bem longe da anunciada superioridade.

Necessário, neste momento, nos lembrarmos da fraqueza intelectual e moral que às vezes marca a natureza humana, demonstrando estes atos que beiram à insanidade, seja do verborrágico promotor de justiça, seja do seu colega vazador, que o Ministério Público, tal qual todas as demais Instituições integradas por homens e mulheres, não está distante dessas fraquezas e precisa evoluir para um lugar que esteja pelo menos acima das vaidades e imperfeições inerentes ao ser humano.

Nós, Magistrados Mato-grossenses, lamentamos e ficamos estarrecidos diante de ataques sorrateiros e imerecidos vindos de agente público que, em tese, deve se submeter à obrigação legal e constitucional de: “II – zelar pelo prestígio da justiça, por suas prerrogativas e pela dignidade de suas funções…” (art. 43, da Lei Orgânica Nacional do Ministério Público).

A sociedade mato-grossense bem sabe que neste Estado há magistrados valorosos. Magistrados que, além de serem os mais produtivos do País, como constatou recentemente o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estarão sempre prontos a dar de si o melhor para o bem comum, cuja moral e intelectualidade e, principalmente, autoestima, estão bem acima dessa moral superior e desse intelecto também superior propalada pelo promotor de justiça César Danilo Ribeiro de Novais.

De certo modo, a deselegância, agressividade e o aparente despreparo humanístico e intelectual pode ser o retrato fiel do caráter de sua Excelência Dr. César Danilo Ribeiro de Novais, “…pois cada árvore é conhecida pelos seus próprios frutos…” (Evangelho segundo Lucas, 6:44), não sendo de todo despropositado lembrarmos ainda uma vez o cancioneiro popular: “quem tem o mel dá o mel, quem tem o fel dá o fel, quem nada tem nada dá!”

Por derradeiro, lamentamos mais que tudo termos de nos manifestar publicamente sobre tal malfadado incidente, reiterando que a Magistratura Mato-grossense nunca, jamais, foi dada ao confronto ou à desarmonia institucional com as demais Instituições que integram a Sistema de Justiça deste Estado de Mato Grosso".

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Comentários (15)

  • Cuiabano | Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, 13h30
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    É, realmente a sociedade inteira espera por este momento tão glorioso dessas instituições de "...está distante dessas fraquezas e precisa evoluir para um lugar que esteja pelo menos acima das vaidades e imperfeições inerentes ao ser humano." Com isso teriamos decisões mais complacente com o Estado democratico de direito, e não as injustiças, imoralidades, coorporativismo que vigora desde o descobrimento do Brasil. Esperamos à mais de 500 anos por essa tom esperada evolução humana... que nos trara o orgulho das instituições... será?

  • maristela | Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, 13h25
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    tem uns promotores que precisam ficar bebâdos para ficar insanos, agredirem policial e depois serem internados como incapaz, agora tem outros que nem precisam beber para falar asneiras e regurgitar babaquices. como o próprio magistrado disse, são insanos por natureza.

  • Raimundo Silva Santos | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 21h40
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    Pergunto a esse magistrado honesto,,, como que pode ele entrar com uma ação contra a SANECAP e pedir 7milhoes em uma ação, so pelo motivo da agua não subir na sua casa de dois andar,, eu também entrei com a mesma ação e pelo mesmo motivo, e uma juíza leiga, mandou arquivar meu processo, e jugou improcedente.... essa justiça tem dois pesos e duas medidas.... ou e o corporativismo funcional...

  • Ninho de chapa e cruz | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 20h33
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    Esses Promotores criados com a vó, tomadores de leite com pera, dá nisso. O tal do concurso público é complicado, o cara decora uns códigos, daí passa e acredita ser semi-deus. Se esse cara é tão bom, por que não passou no concurso de Promotor em São Paulo, seu Estado de origem?????? Esse cara dá uma de Edilson Mougenot Bonfim no júri, mas, na verdade, não passa de um Juiz frustrado, que tentou passar na magistratura e se confortou em ser Mero Palpiteiro!!!!

  • joão | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 18h56
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    cão que ladra não morde...vai confiar nos amiguinhos...kkkk

  • Tamires | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 18h31
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    Isso sim significa "superioridade moral", é saber expor suas ideias sem precisar humilhar.

  • Juliana | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 18h14
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    Mais um promotor que vai precisar exame de insanidade mental? Dias desses teve um que foi preso por andar embriagado, seus superiores disseram que ele foi internado, foi alegado deficiencia menral do sujeito e ninguém sabe o que deu o processo. O corporativismo deve ter falado mais alto naquele caso, e agora surge outro doidão. Tá na hora do poder judiciário ser mais rigoroso no concurso do MP, tá na hora!!!

  • Andre | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 18h14
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    QUERO É QUE SE MATEM, SÃO DUAS INSTITUIÇÕES SENDO UM PODER, QUE NÃO IRÁ FAZER FALTA!

  • Chiquinho FAIAD o | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 17h07
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    21

    Mas as provas do concurso público para promotor não são elaboradas por juízes? Nossa......a criação se voltando contra o criador......que coisa.....

  • Antônio | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 16h38
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    22

    Estou com o promotor. Só falou a verdade!

  • Xomano | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 16h36
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    Não é um único...basta ver as palminhas logo abaixo da declaração. Agora se fazem isso com o Judiciário, imagina muito coitado que cai na mão deles...o que não falam? E aprontam

  • said joseph | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 16h28
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    Nem insano, nem tampouco leviano. O Promotor é simplesmente um imbecil. Quando muito um idiota, um perfeito idiota.

  • José | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 16h24
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    Gostei da resposta! Briguem mesmo.

  • Osmir | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 16h18
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    O promotor emitiu sua opinião e grande parte do país concorda com ele.E além do mais a constituição protege o direito de opinar.

  • Dom Quixote de La Mancha | Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 16h03
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    5

    Com a palavra o douto Promotor de Justiça...

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