20 de Março de 2019,

Política

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Quinta-Feira, 14 de Março de 2019, 15h:10 | Atualizado:

DEU NO O GLOBO

Membro de CPI, senador de MT recebeu doação de R$ 150 mil de mineradora

Cavalca ajudou na campanha de republicano em 2014

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Seis dos 14 senadores que compõem a CPI instalada para investigar a tragédia de Brumadinho já receberam, direta ou indiretamente, verba de mineradoras em suas campanhas em eleições passadas.

O senador Carlos Viana (PSD-MG), nomeado relator da CPI, recebeu R$ 100 mil de um executivo Luís Fernando Franceschini, diretor do Grupo Biogold, nas eleições de 2018. Procurado, ele diz que há uma diferença entre receber uma doação legal e defender uma atuação das empresas que ponha vidas em risco.

- Uma coisa é receber uma doação legal, outra é concordar com coisa errada. Pela importância do setor da mineração, é muito difícil em Minas Gerais não buscar um setor que tenha uma coisa ligada à mineração, ou um ex-funcionário.

Viana diz, ainda, que "não deve nada" a Franceschini, recebeu a doação através de pessoas do partido e nunca esteve com o diretor.

- Acho que a força-tarefa em Minas deveria também incluir (essa questão) nesse procedimento (de investigação) na Vale, saber: a empresa financiou alguém? Quem foram os financiados? Seria ótimo colocar isso a limpo - acrescentou.

O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) recebeu R$ 18 mil da Vale e R$ 13 mil de outras mineradoras nas eleições de 2014, verba repassada através de outros candidatos do seu partido. Otto Alencar (PSD-BA), outro senador a integrar a CPI, recebeu R$ 1,4 mil da Vale em 2014, também encaminhados por outro candidato.

Já em doações diretas, a senadora Rose de Freitas (PODE-ES) recebeu R$ 200 da Salobo, projeto de cobre da Vale, em 2014, e Wellington Fagundes (PR-MT) recebeu R$ 150 mil de uma mineradora chamada Cavalca Construções e Minerações Ltda no mesmo ano. Jean Paul Prates (PT-RN), suplente de Fátima Bezerra, fez campanha em 2014 com R$ 58 da Serveng, grupo que atua com obras, energia e mineração.

Wellington Fagundes afirmou, em nota, que "as doações de campanha através de empresas, quando permitidas, jamais comprometeu minha atuação parlamentar". "A citada doação, à época, integrou prestação de contas, aprovada sem restrição pela Justiça Eleitoral."

Otto Alencar afirmou que não tinha conhecimento de que recebeu dinheiro de mineradoras. Através de sua assessoria, Anastasia disse que não há qualquer comprometimento por ter recebido as doações. Os demais candidatos não responderam até a publicação desta reportagem.

- Não conheço um cara de mineradora, e não aceitei doações que não fossem conhecidas. Nem conheço esses caras. Se o Fabio Schvartsman da Vale (presidente afastado) passasse aqui agora, dava uma rasteira nele - disse Otto Alencar.

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Comentários (4)

  • Ludovico | Quinta-Feira, 14 de Março de 2019, 19h09
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    JBS no comando sempre.

  • Mãe. Diná | Quinta-Feira, 14 de Março de 2019, 16h41
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    So o inicio vem ai a RODRIMAR lembram TEMER/SuA. FILHA. E. O. ILUSTRE SENADOR.....CRUZ. CREDO

  • Raimundo | Quinta-Feira, 14 de Março de 2019, 15h33
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    Vixi... A CPI já nasceu dada ao fracasso e a impunidade.

  • Pacufrito | Quinta-Feira, 14 de Março de 2019, 15h15
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    1

    de quem este imoral não recebeu dinheiro?????

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