13 de Dezembro de 2018,

Política

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Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 22h:20 | Atualizado:

OPERAÇÃO POLYGNUM 3

MPE vê empresária como despachante da Sema de MT e cita ameaça contra servidores

Promotores citam que Maria de Fátima tentou interferir em multa em fazenda


Da Redação

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Ao receber notícia de que a Fazenda Santa Clara VII, a qual representava, estava irregular com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e seria multada por desmatamento ilegal, a empresária Maria de Fátima Azóia Pinoti acabou ficando nervosa e ameaçou os servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) que explicaram a situação. A informação consta na representação do Ministério Público do Estado (MP).

A posição do MPE está baseada no depoimento do servidor A.S.A.M. “Que após explicarmos para a Maria de Fátima que o processo de LAU não seria cancelado e que o CAR deveria ser retificado e que o imóvel seria autuado por desmatamento ilegal, Maria de Fátima se alterou ficando nervosa e saindo da sala dizendo que o caso não ficaria assim”, diz trecho do documento.

Segundo os promotores, a empresária atuava diretamete na secretaria. "Surge aqui especial interesse investigativo na pessoa de Maria de Fátima Azóia Pinotti, conhecida por ser despachante perante a Sema e que estaria, obviamente, trabalhando para os proprietários da Agropecuária Danma Ltda, ou seja, para Osvaldo Tetsuo Tamura e Meiri Nakazora Tamura, conforme procuração outorgada por Sérgio Satoshi Yabuta e Lilian Yuri Towata Yabuta", aponta.

O estudo da auditoria apontou que o CAR estava em desacordo com a legislação. A suspeita é de que o cadastro foi fraudado pelo analista Guilherme Augusto Ribeiro, já preso anteriormente.

Quando a Sema percebeu os erros e passou a corrigir, Maria teria se apresentado inconformada e teria passado a questionar pessoalmente os servidores do órgão, demonstrando inconformismo. A Sema constatou que houve desmatamento em área de preservação da fazenda após o ano de 2015. Para isso, a Secretaria utilizou imagens do Google Earth para os anos de 2003, 2010, 2011 e 2017. Até 2011, constataram, a área estava preservada.

De acordo com o documento, sete fatos graves envolvendo Maria de Fátima se consolidaram durante as tentativas de regularização da propriedade. "Há também o histórico de que Maria de Fátima fez carga no referido no processo físico da LAU da fazenda Santa Clara 7 e extrapolou consideravelmente o prazo para devolução dos autos demonstrando especial interesse em resolver pendências dessa propriedade", denunciou.

Maria de Fátima é prima da prefeita cassada de Juara, Luciane Bezerra (PSB). Ela teve cumprido contra si mandado de prisão, busca e apreensão.

Maria de fátima também é citada em operações de fraudes no Detran e Assembleia Legislativa de Mato Grosso. "Ademais se verifica na denominada Operação Bereré, conforme amplamente divulgado na imprensa, que Maria de Fátima seria sócia da empresa Fama Serviços Administrativos Ltda, a qual teria sido usada para recebimento de propina. Essa mesma empresa também já tinha sido apontada na Operação Ventríloquo como recebedora de valores ilíticos", detalha o MPE. 

A OPERAÇÃO

A 3ª fase da Operação Polygunus foi deflagrada pela DEMA nesta segunda-feira e teve por objetivo dar continuidade às apurações já feitas na 1ª e na 2ª fase da Operação. De acordo com a SEMA, a 3ª fase é fruto de uma auditoria que vem sendo realizada em 595 CARs desde o mês de agosto, quando as duas primeiras fases foram deflagradas.

As investigações apontam que um grupo de ex-servidores da SEMA falsificavam informações em territórios rurais durante o processo do CAR. Entre as alterações está a tipologia da vegetação predominante nestas áreas. Isso porque a legislação impõe limites diferentes de preservação e desmatamento legal de acordo com a tipologia predominante no local.

Por exemplo, o Código Florestal estipula que 80% de uma área tipificada floresta deve ser preservada, se dentro da Amazônia Legal, o que é o caso de Mato Grosso. No caso de a vegetação ser classificada como “cerrado”, a mesma legislação determina que 35% de sua vegetação nativa deve ser mantida. Por isso o interesse na fraude, para ampliar a área de desmatamento legal.

Na deflagração de ontem, a DEMA cumpriu 10 mandados de prisão temporária e outros 18 mandados de busca e apreensão. Foram presos: Rodrigo Doerner, Nara Jane Doerner Cavalheiro, Ederson de Souza Cavalheiro, Nádia Regina Doerner Lopes, Márcio José Dias Lopes, Gustavo Doerner Lopes, Luciane da Silva Moreno, Maria de Fátima Azóia Pinoti, Brunno César de Paula Caldas e Hiago Silva Queluz.

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Comentários (9)

  • Junior Tadeu | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 11h53
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    Vergonha MP, cade as provas?! Meras evidências, aliás onde está o estado democrático de direito? Presunção de inocência nem se fala né, li reli e li novamente a matéria, não há um lastro probatório para configurar prisão neste caso. O pior é colocar na ordem de prisão que quem fazer delação pode ser solto. Sério isso, estão predendo para intimidar as pessoas. Papelão !

  • waldir passos | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 11h44
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    Parabéns a policia do Estado...tem que prender essas pessoa se soltar ela some "Há também o histórico de que Maria de Fátima fez carga no referido no processo físico da LAU da fazenda Santa Clara 7 e extrapolou consideravelmente o prazo para devolução dos autos demonstrando especial interesse em resolver pendências dessa propriedade"....isso é ficha ...ela comprava etiquetas de protocolo direto da SEMA e assim nunca perdia um prazo de recurso....age para muita madeireira da região de juara....ela e o marido operam muito dinheiro, inclusive do trafico na factorin e também financiam candidatos e politicos no interior do estado para ganhar licitação de combustivel em de posto de gasolina....tem muita granaaaa envolvida ....ela foi funcionaria fantasma do gabinete de um deputado influente do inetrior do estado ....é prima de uma deputada ..tem muita gente grande envolvida

  • Ana | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 10h40
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    O marido dessa Fatima já está preso em Curitiba, eles trabalham juntos em tudo. Tomara que a polícia continue esse brilhante trabalho. Justiça sendo feita.

  • Ramirez | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 08h53
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    Essa Fátima é bandida! Não pode ser solta fez terror na Sema, arrogante cometeu vários crimes. A justiça demora mais não falha.

  • Carlos Carvalho | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 08h34
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    Citada em 3 operações, já pode pedir musica no Fantástico!! KKKKK

  • Cleber | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 07h51
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    ESSE TURMA DA LUCIANE BEZERRA É ASSIM MESMO?? VIXE!

  • Servidor | Sexta-Feira, 07 de Dezembro de 2018, 06h56
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    Nós servidores da Fiscalização deparamos direto com ameaças do deputado madeireiro que diz que vai acabar com a fiscalização; ele vive propondo leis que de forma direta fragiliza e engessa a fiscalização do transporte de madeira..Portanto, quem trabalha com a legalidade vive sob pressão destes que querem agir na ilegalidade constante..Por isso, eu digo as coisas vão se acalmar na SEMA e todos os órgãos quando este deputado madeireiro for preso e afastado da vida pública...

  • Gabriel Almeida | Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 23h38
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    Então prederam pq a pessoa fez carga, pq a pessoa discordou da análise do processo. Pela amor de Deus, nesse estado se prende baseado em “disque que me disse”. No final investiga e não da em nada. Esse CAR é mto confuso desde que foi criado, o secretário que assumir vai ter que arrumar isso aí!

  • Chico Butija | Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018, 22h51
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    Pelo jeito só falta ser do PT e sócia do Lula, aí sim seria profissional!

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