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Política

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Quinta-Feira, 15 de Setembro de 2016, 08h:44 | Atualizado:

CORRUPÇÃO EM MT

Operação Sodoma completa um ano; ex-governador e 3 ex-secretário seguem presos

Investigações culminaram em quatro fases e autoridades no banco dos réus


Da Redação

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O ex-secretário de Estado de Fazenda, Marcel de Cursi, completa nesta quinta-feira (15) um ano de prisão preventiva cumprida no CCC (Centro de Custódia de Cuiabá). Há exatamente um ano, no dia 15 de setembro de 2015, foi deflagrada a Operação Sodoma da Polícia Civil que ainda culminou na prisão preventiva do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do ex-secretário de Estado Pedro Nadaf (Casa Civil), este último já posto em liberdade.

Porém, até o momento não houve nenhuma sentença condenatória pela Justiça. As audiências de instrução e julgamento já foram encerradas e o processo caminha para a sua fase final.

Os crimes atribuídos aos réus de concussão (praticado por funcionário público, em que este exige, para si ou para outrem, vantagem indevida), extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações trouxeram a tona um esquema de cobrança de propina para incluir empresas no Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial), que permite conceder incentivos fiscais como o abatimento do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

A peça chave da investigação foi o depoimento do empresário João Batista Rosa, um dos sócios do grupo Tractor Parts, que confessou ter pago propina de R$ 2,5 milhões ao ex-secretário Pedro Nadaf. O dinheiro serviria para pagamento de despesas de campanha eleitoral e, ao mesmo tempo, favorecer com enriquecimento ilícito os agentes políticos envolvidos. 

No mesmo 15 de setembro de 2015, estava programado o depoimento do ex-governador Silval Barbosa na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa.

Porém, antes de chegar a sede do Parlamento, Silval Barbosa tomou conhecimento de que seria preso no local e foi considerado foragido da Justiça por 48 horas. A decisão de se entregar a Justiça se deu no dia 17 de setembro.

Com os avanços das investigações, se desvendou mais esquemas de corrupção envolvendo autoridades políticas de Mato Grosso, o que culminou em novas fases da operação policial e trouxe outras autoridades para o "centro do furacão". No dia 11 de março deste ano, foi deflagrada a segunda fase da Operação Sodoma que culminou em novos mandados de prisão preventiva contra Pedro Nadaf,  Marcel de Cursi e novos personagens envolvidos como o ex-secretário de Estado de Administração, César Roberto Zílio, que admitiu ter usado dinheiro de propina para a compra de um terreno avaliado em R$ 13,5 milhões localizado na Avenida Beira Rio para a construção de um Shopping Popular com até 700 unidades.

Também foi preso naquela ocasião o empresário Williams Mischur, que confessou pagar propina de até R$ 700 mil ao ex-governador Silval Barbosa para manter em vigência o contrato de sua empresa, a Consignum, que lida com empréstimo consignado aos servidores públicos. 

No dia 24 de março, Silval Barbosa recebeu novo mandado de prisão preventiva devido às acusações. A prisão relativa à primeira fase da Operação Sodoma já foi revogada. No entanto, o ex-secretário Marcel de Cursi ainda segue preso pela suspeita de ter recebido propina de até R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa de fachada registrada em nome da sua esposa. 

Na terceira fase, ainda foram presos o ex-secretário de Administração Pedro Elias e o ex-secretário adjunto de administração, José Nunes Cordeiro e o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Sílvio César Correa de Araújo.

No dia 25 de abril, ainda veio a ser preso o filho do ex-governador, o médico e empresário Rodrigo Barbosa pela suspeita de recebimento de propina superior a R$ 500 mil. Ainda são réus em razão dos desdobramentos das investigações o ex-deputado estadual José Riva e o ex-prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB) e empresários de diversos ramos. 

 

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Comentários (2)

  • jamil | Quinta-Feira, 15 de Setembro de 2016, 13h26
    1
    0

    O Marcel foi responsável pela exoneração de vários colegas seus. Por mais de uma decada foi o dedurador-mor da Sefaz. Bastava que suspeitasse de uma operação e logo logo presumia seu desafeto e com isso fez várias vitimas. A natureza dá, mas a mesma natureza cobra. Assim é a lei. O que se quer saber é se ele, preso a um ano, não comparece ao trabalho na Sefaz, se já foi exonerado. Se não, quem está prevaricando, até porque está recebendo salário

  • MARIA DO PEDRA | Quinta-Feira, 15 de Setembro de 2016, 10h08
    2
    0

    QUE ESTA DTA SE REPITA POR MUITOS E MUITOS ANOS

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