06 de Agosto de 2020,

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Terça-Feira, 30 de Janeiro de 2018, 16h:23 | Atualizado:

"Blitz" orienta motoristas na denúncia de trabalho escravo

Fortalecer os canais de denúncia e ter a população como aliada na erradicação do trabalho escravo no país. Esse foi o fio condutor de uma ação realizada nesta terça-feira (30) no posto da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso (PRF), em Cuiabá, na rodovia BR-364, na saída para a região centro-sul do país.  A blitz educativa integra a Semana Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e teve a participação de três auditores-fiscais do trabalho, lotados na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MT) e de mais sete agentes da PRFs no estado. Cerca de 300 condutores de veículos foram atendidos pela ação.

Os condutores eram abordados pelos PRFs, momento em que os auditores-fiscais do trabalho faziam entrega de material informativo produzido pelo Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Repórter Brasil e a Escravo Nem Pensar, com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT). Em outros casos, os condutores eram convidados a participarem de palestras de curta duração no miniauditório localizado nas instalações da Delegacia da PRF/MT, ao lado do posto.

O trabalho teve a participação dos auditores Alex Severo, Enádio Barbosa e Nei Alexandre Costa, responsável por conversar com os condutores. “Nosso papel foi reforçar os canais de denúncia para que a população seja nossa parceira no trabalho de erradicação do trabalho escravo, aprendendo a identificar sinais que possam despertar suspeitas”, esclarece o auditor-fiscal do trabalho o informar que Mato Grosso lidera o ranking de resgates no país com quase 20% do total nacional

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da PRF/MT, Álvaro Daniel de Souza, falou aos condutores que o trabalho da polícia rodoviária é muito importante na detecção de casos suspeitos, uma vez que o deslocamento de trabalhadores se faz em sua maioria pelas estradas, especialmente entre um estado e outro. “Nem todas as abordagens caracterizam trabalho escravo, mas um deslocamento entre regiões longínquas exigem autorizações”, esclareceu.

As denúncias de situação semelhante à escravidão podem ser feitas nas SRTEs de qualquer estado, no Ministério Público do Trabalho, na Delegacia de Polícia Civil, nos sindicatos de trabalhadores, na Polícia militar, na PRF ou no Disque 100 (Direitos Humanos).

 



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