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Terça-Feira, 06 de Maio de 2014, 10h:30 | Atualizado:

POLITICAGEM

Caos estrutural toma conta do Samu de Mato Grosso

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Servidores do Serviço Móvel de Urgência (Samu) elaboraram um documento com 19 denúncias que colocam em dúvida a qualidade do trabalho prestado à população devido às más condições de funcionamento de ambulâncias e de trabalho à equipe médica. Dentre as situações graves são ambulâncias rodando sem condições mínimas de segurança, vazando óleo do motor, sem freio, portas emperradas, sem ar condicionado e com pneu “careca”.

Contudo, conforme a Portaria 1010 de 21 de maio de 2012, o Ministério da Saúde instituiu incentivo financeiro de custeio para manutenção das ambulâncias de suporte avançado, com valores que vão de R$ 27,5 mil a R$ 45 mil mensais.Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Condutores Socorristas e Condutores de Ambulâncias e Outros Veículos de Urgências e Emergência do Estado de Mato Grosso (Sindscove/MT), Carlos Gabriel Almeida Rosa denuncia ainda perseguições políticas e práticas antisindicais aos profissionais do Samu. “Estão transformando o Samu em cabide de emprego. Demitindo os profissionais que reclamam da má situação por indicados de deputados estaduais”, reclamou Carlos Gabriel, que está entre os demitidos.

Na semana passada, ele esteve em Brasília e entregou ao ministro do Trabalho, Manoel Dias, um relatório revelando a situação precária do serviço em Mato Grosso. Na última sexta-feira (02), a Ouvidoria da Secretaria Estadual de Saúde (SES) recebeu as denúncias sobre a situação do Samu.

Carlos Gabriel diz que o diretor geral do Samu, João Tatsuro Katsuyama Junior acumula a função comissionada do Estado com o trabalho de oficial da marinha na ativa. Conforme os dados do site Transparência, ele recebe os proventos do serviço militar e do cargo de confiança do Estado. “Ele passa mais tempo viajando pela Marinha do que na direção do Samu. É incompatível o trabalho dele como militar e diretor do Samu”.

Os servidores reclamaram da falta de materiais de trabalho e materiais sucateados como prancha rígida, colar, talas que estão em falta há algum tempo. Os funcionários também são obrigados a levar material de higiene e limpeza, devido ao desabastecimento constante por parte do Estado.



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