31 de Maio de 2020,

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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

Confirmado primeiro caso de suspeita de febre chikungunya em MT

A Vigilância Epidemiológica de Mato Grosso confirmou o primeiro caso de suspeita de febre chikungunya em Mato Grosso. O caso em investigação é referente a uma mulher que viajou para o exterior e que, na volta ao estado, apresentou alguns sintomas da doença. As informações são do coordenador de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, Sandro Luiz Netto.

A paciente seria moradora da cidade de Pontal do Araguaia, distante 518 km de Cuiabá. Os exames para verificar se o caso se trata da febre chikungunya estão sendo feitos pelo laboratório Evandro Chagas, em Belém (PA). O resultado deve sair em duas semanas.

“Uma pessoa que esteve na Venezuela, um país onde há a transmissão confirmada da chikungunya, apresentou febre e procurou o serviço de saúde dizendo estar preocupada com a possibilidade de ter a doença. Apesar de ela não apresentar ainda todos os sintomas clínicos da doença, a partir da preocupação da própria paciente o serviço de saúde resolveu fazer a notificação e proceder a investigação, colhendo o material para o exame laboratorial e realizando o manejo clínico da paciente”, disse Netto.

Desde que chegou ao Brasil até o dia 25 de outubro, o chikungunya já infectou 828 pessoas, de acordo com balanço mais recente do Ministério da Saúde. O primeiro caso de transmissão interna do vírus no país foi registrado em setembro.

Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue.

Quais são os sintomas?

Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.

Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.

Tem tratamento?

Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.

Como se prevenir?

Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.

Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.

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