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Quinta-Feira, 20 de Fevereiro de 2020, 20h:08 | Atualizado:

DOCUMENTOS ACHADOS

Cuiabá garante ser dono de área de Hospital Veterinário


Gazeta Digital

Após suspender o lançamento do Hospital Veterinário Municipal, assim que o suposto proprietário acusou o Executivo de construir em área privada, a Prefeitura de Cuiabá resgatou a documentação do imóvel e concluiu que o terreno é uma área publica do município há 35 anos.

Na última segunda-feira (17), a prefeitura iria lançar as obras do Hospital Veterinário. Contudo, o empresário Luis Alberto Gebrim compareceu ao local com a escritura do terreno em mãos. Ele acusou que a Secretaria de Obras iria construir em sua propriedade.

Para evitar mais confusão, foi decretado suspensão da obra. Porém, a Secretaria de Meio Ambiente resgatou as documentações antigas no terreno. De acordo com o secretário da pasta, Juares Samaniego, a prefeitura comprou a área da Tropical Empreendimentos e Construções LTDA em 11 de dezembro de 1984, sendo registrado pelo Cartório do 2º Ofício em 28 de dezembro do mesmo ano.

A Tropical Empreendimentos, por sua vez, havia adquirido o imóvel em 4 de abril de 1978. Posteriormente, foi feito o loteamento, que deu lugar ao bairro Parque Cuiabá.

“O origem desses documentos da prefeitura, saiu da Tropical, que era o Parque Cuiabá, e esse documento tem origem de 1945. Temos todos os encaminhamentos da área e a discriminação. E essa área, todinha, chamava Gleba Fazenda Minador”, relata o secretário.

Além disso, ao analisar a documentação, a pasta percebeu que a terra comprada por Luis Alberto fica na Gleba Bela Vista. “A Gleba Bela Vista pode ser do outro lado da pista, mas não é lá. Então isso é uma montagem clara de documentos”, pontua.

O empresário alegou na inauguração que comprou a área em 2010 e pagou R$ 1 milhão. Porém, ainda durante a análise, foi verificado que o Ministério Público já havia acionado Gebrim, por ocupar terreno público, em 2015.

Na ação, seu antigo comprador, Matias Borges, também foi intimado. Entretanto, ele nunca foi encontrado pelos oficiais de Justiça.

A pasta ainda reforça a ideia de que os documentos do empresário podem ter sido “plantados”. “Ele (Matias) simplesmente viu que tinha uma área livre, desocupada. Porque as áreas públicas, geralmente estão livres ou desocupadas e ele foi lá e marcou aquela área. Chegou ao cartório, fez um memorial e falou 'vou destacar essa área aqui'. O cartório, por erro, não tem o georreferenciamento da área, senão não faria isso. Em 2011 dificilmente faria um geo, então isso é um documento plantado”, explica o secretário.

Novo lançamento

Passada a confusão, Samaniego relata que um novo lançamento do Hospital Veterinário está previsto para depois do Carnaval. As obras foram estimadas em R$ 700 mil e serão concluídas no prazo de 180 dias.

Outro lado

A reportagem tentou contato com o empresário Luis Alberto Gebrim, que não retornou as ligações.

 

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