07 de Agosto de 2020,

Cidades

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Sábado, 01 de Agosto de 2020, 08h:30 | Atualizado:

AULAS PRESENCIAIS

Cuiabá mantém aulas suspensas até 31 de agosto; cursos de idiomas são liberados

Prefeito alega que ainda não há condições de colocar 107 mil estudantes nas escolas

escola

 

O prefeito Emanuel Pinheiro prorrogou para até dia 31 de agosto, a suspensão das aulas presenciais nas unidades escolares das redes pública e privada de Cuiabá.  O decreto nº 8025/2020, que deve ser publicado na próxima segunda-feira, 3, traz ainda outras medidas e estabelece a retomada gradativa e segura, a partir do dia 3 de agosto, dos cursos na área da saúde e de idiomas.

Ao comentar a decisão o prefeito Emanuel Pinheiro disse que sempre defendeu a retomada das atividades econômicas na Capital, desde que sejam adotadas as medidas de prevenção e de biossegurança recomendadas pelas autoridades de saúde e sanitárias, mesmo porque  é preocupante o número de mortes provocadas pelo  novo coronavírus (COVID-19) em Mato de Grosso e,  é alto risco de contágio, assim a população deve continuar atenta aos cuidados recomendados.

Pelo novo decreto municipal fica autorizada a disponibilização de vídeo-aulas que poderão ser gravadas nas dependências das unidades de ensino, e a distribuição de apostilas e materiais pedagógicos aos alunos na modalidade “drivetrhu/take-out”, com a adoção de todas as recomendações de biossegurança.

Com 52 mil alunos matriculados em 164 unidades do Município e mais 55 mil alunos na rede particular, totalizando 107 mil estudantes, além de um grande número de profissionais envolvidos diretamente com as crianças, a ampliação da suspensão das atividades presenciais nas unidades educacionais é uma medida de caráter preventivo, sendo necessária neste momento.

Sobre a retomada gradativa e segura das atividades econômicas de cursos de idioma  e os da área das saúde, como de pós-graduação e aulas práticas de ensino superior e técnico ,  o decreto municipal estabelece os cuidados que devem ser adotados.

As turmas deverão ter no máximo 12 (doze) alunos. Além disso, os estabelecimentos deveram ser higienizados antes e após a realização das atividades educacionais, deverão ser ofertados produtos para higienização das mãos, como água e sabão líquido e álcool em gel, todos devem utilizar obrigatoriamente as máscaras - alunos, funcionários e colaboradores que trabalhem no local -, e nas atividades educacionais deve ser mantido um distanciamento mínimo de 1,5m (um metro e meio) entre os alunos. As salas devem ter janelas abertas e todos devem aferir a temperatura na entrada do estabelecimento, com o uso de termômetro infravermelho. Nesse caso, se a temperatura for superior a 37,5º C, a entrada dessa pessoa deve ser impedida.

 

 

 



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Comentários (2)

  • Leia | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 10h41
    3
    1

    Lendo atenciosamente a matéria, percebi o quanto o decreto é contraditorio.Sem entrar no mérito se as escolas devem ou não voltar , mas Se Escolas de idiomas podem Funcionar por que as particulares normais não ? Qual a diferença? Ambas podem se adequar na regra de 12 alunos , aferir as temperaturas. Pode apostar que tem lobby forte aí por trás de história . Essa tem que ter explicação . Pois o risco de uma escola de idiomas é exatamente o mesmo de uma escola particular de pequeno ou médio porte por exemplo.

  • Pedro | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 09h41
    4
    1

    Parabéns ao gestor público municipal pela decisão. Entretanto penso que não podemos nos iludirmos com uma suposta leve trégua do novo coronavírus. Esta peste campeia solta sem controle. Não há remédios específicos e a vacina é ainda mera expectativa. Significa dizer que, no momento, o que há mesmo de real para termos maiores chances de sobrevivermos à peste chinesa são as medidas de isolamento e distanciamento social, bem como os hábitos de uso da máscara, lavar as mãos, alimentos, etc. Ora, se o vírus e a doença é uma realidade bruta que mata muito; se não há remédios ou vacina; se evitar aglomerações e medidas básicas de higiene são o que mais funciona por enquanto, então qual a lógica de retornar as aulas presenciais? Penso que as pessoas favoráveis ao retorno das aulas presenciais estão na verdade estimulando que o vírus prolifere com força total entre crianças, adolescentes, jovens, enfim entre os estudantes de maneira geral, com alta probabilidade do resultado morte em escala. Decidir pelo retorno presencial das aulas tem o mesmo significado de provocar inúmeras aglomerações estudantes, possibilitando assim a rápida e intensa circulação do corona vírus entre estudantes , seus parentes e outras pessoas com as quais têm contato social. As aulas presenciais leva à seguinte equação: AGLOMERAÇÃO DE PESSOAS, CIRCULAÇÃO DO VÍRUS, CONTAMINAÇÃO E MORTES. A minha opinião é no sentido que as aulas presenciais retornem somente após a vacinação das pessoas. Até lá as os governos nas diferentes esferas administrativas, as escolas privadas e as públicas devem envidar esforços para tocarem o ano letivo por meio da internet. Senhores pais, mães, cuidadores, etc lutem para que não mandem seus filhos para um conjunto de circunstâncias cujas consequências pode ser doença e até mesmo morte. Sou contra o retorno das aulas presenciais antes de sermos e de termos os filhos vacinados.

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