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Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 09h:56 | Atualizado:

FALTA DE PLANEJAMENTO

Escritor aponta motivos para evasão escolar

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A evasão escolar ainda é considerada um dos maiores problemas na educação. Segundo o  IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano de 2018, Mato Grosso foi apontando como o 4° Estado com maior registro no País na evasão escolar entre os jovens. Este número aparentemente não diminuiu em 2019, já que, o instituto descreveu em novembro o atraso escolar dos jovens de 15 a 17 anos. 

Os dados revelam que com um percentual de 7,6% para o país, a evasão dos adolescentes atingia 9,2% no Norte e Nordeste e era menor no Sudeste (6%). O fenômeno era maior na zona rural (11,5%) do que na urbana (6,8%), entre homens (8,1%) do que mulheres (7%) e era maior entre pretos ou pardos (8,4%) do que brancos (6,1%).

Ainda de acordo com a pesquisa, quase um quarto dos jovens de 15 a 17 anos estavam na escola fora da etapa adequada no país, ou seja, não cursavam o ensino médio. O atraso escolar era quatro vezes maior entre os 20% da população com menores rendimentos domiciliares (33,6%) em comparação com os que faziam parte dos 20% com os maiores rendimentos (8,6%). A taxa ajustada de frequência líquida, que mostra adequação entre o nível de ensino e a idade do aluno, era de 69,3%, passando de 54,6% entre os jovens das famílias mais pobres a 89,9% entre os mais ricos.

O escritor e professor Alex de França, explica que nos anos iniciais existe um abandono de quase 0,2% dentro do clico educacional e quando  chega nos anos finais, que é até o 9° ano tem basicamente 1,1% de abandono , e no ensino médio  quase 10% de abandono. Isso significa cerca de 11 mil jovens fora das salas de aula. 

Ele acredita ser necessário que o Estado ofereça uma escola mais atrativa começando por um planejamento contínuo. Além disso, ele assegura que trabalhar a estrutura e a valorização do profissional é uma das maiores contribuições para estimular ao aluno a frequentar a escola. 

“Então temos que buscar por melhores condições de trabalho.  É só passar em frente de algumas escolas estaduais e a gente percebe o abandono e a falta de estrutura de manutenção nos prédios públicos educacionais. Os professores além de buscarem a sua valorização também buscam essa valorização predial que agregue na formação do aluno. A gente não vê um planejamento efetivo para os próximos anos na questão de manutenção e estruturas dessas escolas. Mato Grosso construiu poucas unidades escolares, poucas unidades educacionais e não avançou, principalmente no ensino médio onde está o nosso maior problema".

Alex também pontua que na área educacional existem mais pontos negativos do que positivos, mas aponta que a culpa está nos gestores públicos, que são responsáveis diretamente pelos índices da educação.

“Eles fazem da educação uma política de partido, isso não deve ser feito, tem de ser feito uma política de Estado. O que é preciso fazer para que este aluno saia com o índice adequado? Os gestores precisam ter metas , prioridades, e dar todo recurso necessário para oferecer uma escola com oportunidades e atrativa para nossos jovens”.

 



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