25 de Agosto de 2019,

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Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 09h:05 | Atualizado:

CORTES

IFMT prevê perda da qualidade do ensino

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O reitor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Willian Silva de Paula, afirmou que o bloqueio de 24,84% no orçamento da educação interfere e impacta diretamente na qualidade da formação dos estudantes. Ele foi entrevistado no quadro Papo das 6h, do Bom Dia MT, nesta quinta-feira (16).

O bloqueio foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) sob alegação de queda na arrecadação. A contenção dos recursos deverá voltar a ser avaliado posteriormente.

Segundo o reitor, as atividades previstas para 2019 deverão ser mantidas como já havia sido planejado e a instituição na prevê corte na oferta de vagas.

“Já temos um orçamento para 2019, que manteremos, principalmente com as ofertas de vagas. Há um crescimento da oferta e um decréscimo de orçamento. O que nós acreditamos é na transformação que a educação profissional traz para os arranjos produtivos locais onde estamos inseridos”, disse.

Por outro lado, ainda de acordo com o reitor, os impactos na qualidade das atividades serão sentidos.

“Procuraremos manter da melhor forma possível o aluno e a aluna dentro da instituição. Porém, as atividades sofrerão alguns impactos na qualidade no momento em que não pode comprar material para uma aula prática, proporcionar uma visita técnica e quando precisamos cortar postos de trabalho a exemplo dos setores de limpeza e transporte”, completou.

Replanejamento dos gastos

Com o bloqueio, o reitor afirmou que a instituição está se readequando para manter o funcionamento. No IFMT, o impacto do bloqueio é de R$ 31.838.793,00.

Uma das medidas citadas pelo reitor está a redução de contratos.

"Este novo cenário poderá inviabilizar as ações planejadas impactando diretamente no resultado esperado desta IF junto à comunidade mato-grossense, impondo inclusive cortes radicais em contratos visando a manutenção e qualidade de ensino ofertados pelos campi", pontuou o reitor em nota.

 

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Comentários (2)

  • Francisco Santo. | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 12h32
    3
    0

    Muito surpreendente o oportunismo rasteiro de ditos reitores tanto da UFMT quanto essa figura aí com argumentos típico terrorismo. Parece que são analfabetos funcionais, não lêem ?

  • naldo rosa | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 10h44
    4
    0

    Apenas alguns pontos para reflexão sobre o "corte na Educação": 1 - O orçamento do governo foi definido ano passado. 2 - O governo não cortou o orçamento e sim contingenciou. 3 - O percentual é de 30% em cima da verba discricionária e não na verba da educação. 4 - Universidades que estão questionando falta de recursos hoje, pela lógica deveriam começar a sentir apenas em setembro ou outubro. 5 - Datashow, computadores, ar condicionados não ficam em mal estado de utilização em apenas 4 meses. 6 - "Corte" orçamentário na educação não é algo inédito. 7 - a qualidade do ensino não será afetada, porque os recursos que foram contingenciados se referem aos custos de manutenção das estruturas, serviços de áreas meio e outros... Economizar no tempo de crise é comum e todos devemos fazer, esse povo adora gastar dinheiro em licitações muitas vezes fraudulentas para contratar seus amigos e parceiros, caíram do cavalo,,, o dinheiro agora será contado apenas para as despesas essenciais...

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