23 de Maio de 2019,

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Domingo, 21 de Abril de 2019, 20h:45 | Atualizado:

PERÍCIA CONTESTADA

Juiz afirma que policial está tumultuando PAD sobre assassinato

P.C.J. responde a processo por atirar em policial militar e matar amigo dele


Da Redação

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O juiz da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, Roberto Teixeira Seror, disse que o policial civil P.C.J. está “tumultuando” um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que tramita no Governo do Estado, e que apura o descumprimento de normas da Policia Judiciária Civil (PJC).

A informação consta de uma decisão, do último dia 16 de abril, sobre um mandado de segurança interposto pelo policial civil, que exige sua participação numa perícia no âmbito do PAD a ser realizada em seu telefone celular. O documento judicial não informa em detalhes os supostos atos de improbidade de P.C.J., porém, em 2014, ele teria “simulado um assalto”, na Capital, para balear o policial militar E.L.S., e seu amigo I.C.L., que acabou morto.

Roberto Teixeira Seror explicou que o policial civil pretende “tumultuar” o PAD uma vez que o delegado da PJC já o intimou duas vezes para participar da perícia e, por motivos alheios ao trâmite processual, não o fez.  “No dia marcado para a exibição e apreensão do aparelho celular, o Impetrante não compareceu, mesmo estando seu advogado plenamente ciente. Ora, se a perícia foi realizada de forma unilateral, isso se deu por culpa exclusiva do Impetrante e de seu defensor, não podendo ser taxado de ilegal o ato praticado pela autoridade aqui indicada como coatora. Não obstante, ainda foi dada nova oportunidade pela autoridade policial [...] Entretanto, o Impetrante se limitou a peticionar reclamando da forma como o Delegado conduziu o feito”.

“Conclui-se, assim, que o Impetrante pretendia apenas tumultuar o andamento do Processo Administrativo Disciplinar, formulando requerimentos extemporâneos e aleatórios, deixando de atender às solicitações da autoridade que preside o processo”, dizem trechos do despacho.

De acordo com informações de boletins de ocorrência lavrados à época, os dois policiais se desentenderam na Pump Chopp Grill, na Capital, no ano de 2014. Porém, o policial civil teria saído do estabelecimento e aguardado a dupla de amigos do lado de fora do local.

Assim que avistou o PM e seu amigo, P.C.J. anunciou o “assalto”, tendo desferido vários tiros contra a dupla. O amigo do policial militar morreu pouco depois de chegar no pronto-socorro de Cuiabá. Já o policial militar, apesar de também ser atingido, conseguiu sobreviver.

 

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Comentários (3)

  • Sociedade | Segunda-Feira, 22 de Abril de 2019, 01h40
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    Infelizmente não há punição para policiais civis uma verdadeira vergonha....um criminoso desse deveria estar preso...2014 para 2019....e um porcaria desse solto....e a mesma coisa daquele policial civil que agrediu aquele idoso na caixa econômica Federal....nada aconteceu ....a corregedoria da Polícia Civil deveria ser mas atuante...porcaria na rua....Infelizmente esses porcarias suja toda a imagem....

  • bernardes | Domingo, 21 de Abril de 2019, 21h54
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    Vai perder o emprego sim. É questão de dias... Daí vai ser bandido de carteirinhas. Mas vai ser tratado como ele trata as pessoas hj. Aguardem...

  • Mário Jose | Domingo, 21 de Abril de 2019, 21h09
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    Esse assunto ainda, vai terminar em pizza, pois quem perdeu a vida e que perdeu mesmo, porém justiça aqui para esses PCZ não vira, se virasse, já estaria preso e ainda com perda do cargo público......Agora fica pagando de cana, prendendo os outros e ainda sendo promovido......inadmissível uma situação dessa, uma vida se foi, penso e os familiares dessa pessoa que perdeu, e um absurdo situações que sempre percorre nossas vida.

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