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Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2014, 20h:47 | Atualizado:

CONDIÇÕES SUB-HUMANAS

Juiz desabafa e diz que pronto-socorro de VG é pior que presídio

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Vistoria surpresa de representantes da Justiça ao Pronto-Socorro de Várzea Grande nesta quarta-feira (22) constatou os problemas de estrutura na unidade de saúde. De acordo com a diretoria do hospital, 60 pessoas são atendidas nos corredores

O juiz que visitou a unidade, Alexandre Elias Filho, da Terceira Vara da Fazenda Pública, cogita a possibilidade de interditar a unidade. “O que eu constatei aqui será objeto análise do Poder Judiciário, com a participação do Ministério Público, da Vigilância Sanitária, para que a Justiça possa decidir se vai interditar ou não esse hospital aqui. Porque isto é um descalabro. Nem presídio vive numa condição sub-humana do que nós vimos aqui”, disse o magistrado.

A visita do representante do judiciário foi de surpresa. Com ele estavam também o promotor Rodrigo Arruda e membros da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. O juiz anotou tudo enquanto visitava as instalações. A diretoria chegou a pedir para que a equipe de reportagem fosse retirada do local, mas o juiz não permitiu. “Vai mostrar sim. A sociedade tem que saber o que está passando”, declarou.

O secretário de Saúde de Várzea Grande também acompanhou a visita. Ele informou que são 198 leitos e que, infelizmente, 60 pacientes estão no corredor. “Nós estamos licitando, com dinheiro em caixa, orçamento, para realizar um investimento de R$ 2 milhões em reforma dentro do Pronto-Socorro”, disse Daoud Abdala.

Foi constatada também a falta de ventilação e ar-condicionado em muitos locais. Foram checadas as salas de raio-x, que têm equipamentos defasados. Em uma das salas foi encontrado material químico que não deveria estar lá.

O juiz deve elaborar um relatório do que foi encontrado na unidade de Várzea Grande para que a promotoria investigue o caso. "Espero que com os relatórios sendo apresentados em 15 ou 30 dias, o juiz já esteja apto para sentenciar o processo. Primeiro, para forçar o gestor a implementar algumas melhorias aqui. Se isso não for feito, aí sim seria o caso de se interditar”, disse o promotor Rodrigo Arruda.

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Comentários (2)

  • josé de tal | Quinta-Feira, 23 de Outubro de 2014, 12h39
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    É porque ele não veio em Cuiabá.

  • João | Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2014, 23h01
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    Dica ao Juíz: será difícil para o sr poder contar com fiscais da Vigilância Sanitária de VG, o Diretor não tem experiência, entrou há pouco tempo, e a Gerente não entende nada de Vigilância Sanitária, ambos são apadrinhados, conhecidos como: FUNCIONÁRIOS COMISSIONADOS. Esqueça o auxílio dos Ficais e do Diretor e Gerente da Vigilância Sanitária, eles não vão fazer nada contra o PS, afinal de contas, NÃO É TODO DIA QUE OS CHEFES CONSEGUIRÃO UMA BOQUINHA DESSA.

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