03 de Julho de 2020,

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Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 20h:02 | Atualizado:

TRAPALHADA NO NECROTÉRIO

Polícia pede exumação de corpos trocados em hospital de MT

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A Polícia Civil de Cáceres, a 250 km de Cuiabá, pediu a exumação dos corpos que foram trocados no Hospital São Luiz, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, nesta terça-feira (27). Alaíde Rosa de Aquino, de 81 anos, moradora de São José dos Quatro Marcos, morreu com suspeita de coronavírus, mas teve o corpo trocado por outro idoso que acabou sendo enterrado no lugar dela.

A exumação será feita para corrigir local de sepultamento dos corpos trocados.

De acordo com a polícia, os corpos das pessoas citadas estavam lacrados em sacolas próprias, porém, foram etiquetadas com identificações trocadas, de forma que o corpo de Adélio João de Souza, de 66 anos, vítima de infarto, foi liberado erroneamente para familiares de Alaíde e sepultado no cemitério de Cáceres.

"Fizemos o sepultamento do corpo que achávamos que era o da minha avó e, chegando em casa, o hospital ligou dizendo que houve um engano e a família precisava comparecer no hospital. Nós tivemos que fazer o processo tudo de novo, passar pelo sofrimento tudo de novo, e agora vamos enterrar minha vó," explica Patrícia Ribeiro, neta de Alaíde.

Uma das causas do erro foi que pacientes que morrem em decorrência do coronavírus são lacrados em sacolas e velados e sepultados com o caixão fechado, sem possibilidade de acesso pelos familiares e serviços funerários.

A troca foi percebida por familiares de Adélio, que puderam abrir sacola e conferir o corpo, uma vez que a causa da morte dele foi infarto.

"É um descaso muito grande. É uma coisa que você nunca espera que vai acontecer, fora da realidade. Você sofre duas vezes", conclui Patrícia.

 

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