21 de Novembro de 2019,

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Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 12h:05 | Atualizado:

ARAPONGAGEM EM SINDICATO

Policial acusa sindicalistas de ameaça de morte após cobrar explicações de R$ 1,4 mi

Edileusa Mesquita alega que denúncia foi baseada em "disse me disse" e tem como pano de fundo a eleição do sindicato


Da Redação

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O destino de algo em torno de R$ 1,4 milhão do Sindicato dos Investigadores de Polícia (Sinpol) de Mato Grosso está no centro de uma suposta trama armada pela presidente da entidade de classe, Edileusa Mesquita, 40 anos, seu vice-presidente, Gláucio de Abreu Castañon, 41, para mandar assassinar o secretário-geral Jamilson Adriano de Souza Moura, 40.

A denúncia sobre a eventual tocaia foi registrada no boletim de ocorrência número 2019.118217, registrado no dia 18 de abril deste ano. O fato teria sido comunicado à Corregedoria da Polícia Judiciária Civil (PJC) pelo próprio agente Souza Moura, mas nenhuma providência fora tomada sobre a notícia que chegou ao seu conhecimento no dia 09 de março, quando uma testemunha da articulação do homicídio teria contado à potencial vítima sobre o plano em curso para interromper sua existência.

“Compareceu nesta central de ocorrências o comunicante/vítima noticiando na data do fato que foi procurado em sua residência pela pessoa de (...), sob a alegação que tinha uma coisa muito importante para lhe falar. Que disse ao comunicante/vítima que fora procurado pela presidente do Sinpol, Edileusa Mesquita, e o vice-presidente, Gláucio de Abreu Castañon, respectivamente (...), e questionaram a ela se sabia de uma pessoa que mataria o comunicante/vítima, tendo respondido negativamente”, consta em trecho do boletim.

De acordo com o narrado no documento, essa testemunha disse ainda ter presenciado os dois diretores do Sinpol conversando sobre a necessidade de ter “que arrumar alguém de fora, pois não poderia ser ninguém daqui para fazer isso”.

A motivação da suposta e futura execução encomendada residiria no fato de que, em janeiro deste ano, o secretário geral do sindicato da categoria dos investigadores da PJC notou que nada menos que R$ 1,473 milhão foi transferido da conta do Sinpol para a conta da presidente Edileusa e de um dos membros de seu conselho fiscal, Cledison Gonçalves da Silva. A movimentação de um volume tão grande de dinheiro mostrou-se atípica e por isso o agente Jamilson cobrou oficialmente explicações de Edileusa sobre o montante.

Até a data de registro do boletim de ocorrência, no entanto, Edileusa ou qualquer um dos citados não fizeram a mínima questão de responder aos questionamentos de Jamilson nem muito menos foi feita qualquer prestação de contas desse dinheiro. Passado todo este tempo e ainda hoje não haveria resposta sobre qual o destino da grana.

OUTRO LADO

Procurada pela reportagem do FOLHAMAX pelos telefones do Sinpol, a presidente do Sinpol disse que jamais fez ameaça alguma a Jamilson e o boletim de ocorrência registrado por ele foi baseado em "disse-me-disse", em boatos e ele estaria fazendo isso de forma orquestrada por duas razões: primeiro como retaliação à diretoria porque fora devolvido à disponibilidade da PJC logo que assumiram; segundo porque há eleição para o novo biênio a ser realizada em 2020. 

“É uma briga política por causa das eleições do ano que vem. Isso é forma de me atacar, não existe ameaça, existe disse me disse, o que está na narrativa do boletim de ocorrência não é uma ameaça, é um disse me disse, eu tenho outro boletim de ocorrência do próprio funcionário alegado por ele dizendo que Jamilson está mentindo. Ele está fazendo isso porque foi afastado depois de termos colocado ele em disponibilidade para a PJC”, explicou.

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Comentários (9)

  • Mulheres do Bem | Sexta-Feira, 20 de Setembro de 2019, 16h03
    3
    1

    Misogenia pura para esse sujeito mentiroso, queria estar no lugar dela e não conseguiu porque não teve competencia para isso, aceita JAMILSONa a derrota.

  • Justo | Sexta-Feira, 20 de Setembro de 2019, 15h50
    3
    1

    Meu Deus!!! Isso é mentira de Jamilson esse safado, covarde e mentiroso, o que ele queria era usar o sindicato para empregas as suas amantes e usar o dinheiro do sindicato para arrumar centro comunitario para poder se candidatar a vereador.

  • Eliane | Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 22h29
    1
    3

    É só solicitar a quebra do sigilo bancário! Já que existe um Boletim de ocorrência, toca para frente, o que não pode é ficar sem saber a verdade! quem está mentindo?

  • J.José | Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 21h49
    4
    1

    Falei que Edileusa é do bem 6 votaram contra até agora. Ela ñ mata nem mosca ok

  • Eurípides Costa | Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 19h21
    13
    1

    Sindicato é como as mulheres que o neymar arruma. Ou seja, cheio dos rolos.

  • Cuiabano | Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 19h07
    14
    0

    Essa transferecia e so saber se fizeram mesmo e se voltou para a conta do sindicato

  • J.José | Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 17h46
    5
    10

    Edileusa é do bem, pura inveja.

  • PAULO | Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 14h02
    17
    2

    KKKKKKKKKKKKKKKK ta puto pq ficou fora da treta kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Ranulfo | Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019, 13h28
    19
    6

    Por isso não pago mais sindicato nenhum!! Muita rolo atras dos bastidores. Todos querem ficar milhionarios!!!

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