Cidades Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 11h:25 | Atualizado:

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MOMENTOS DE TENSÃO

Professores invadem prefeitura de VG para cobrar aumento; PM é acionada

Prefeitura alega que não pode atender todas as demandas porque infringirá a Lei de Responsabilidade Fiscal

RODIVALDO RIBEIRO
Da Redação

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Um início de confusão foi registrado no manhã desta quarta-feira (24) na prefeitura de Várzea Grande, quando servidores da Educação do município começaram um piquete para exigir uma audiência com a prefeita Lucimar Campos (DEM). Eles reivindicavam direitos trabalhistas, como enquadramento correto de categorias, de acordo com a legislação.

O Executivo chegou a acionar a Polícia Militar, que enviou dezenas de homens, incluindo uma equipe da Força Tática, para conter a confusão.

Segundo os trabalhadores, direitos da categoria estão, desde 2010, sendo desrespeitados. “Tem trabalhadores da educação que estão perdendo em torno de R$ 200 até R$ 2.500 mensalmente. Alguns já tem até direito de se aposentar e estão sem progressão na carreira”, disse uma fonte ao FOLHAMAX.

Procurado, o secretário de Comunicação de Várzea Grande, Marcos Lemos, explicou que as coisas não aconteceram bem assim. “Eles foram recebidos e entraram normalmente. O tom só subiu um pouco porque começaram a gritar e alguns ficaram mais exaltados”.

De acordo com o secretário, alguns entre esses acharam que falar diretamente com a prefeita adiantaria alguma demanda. “Acontece que a decisão é técnica. Não faz nem 15 dias que a categoria foi recebida pela comissão de negociação que tem um secretário de governo nela. Temos o limite de 54% da receita que podemos gastar com salários. O Tribunal [de Contas] notificou a prefeitura em fevereiro para os limites da LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal]. Sabemos que o salário não é dos melhores, mas foi concedido em fevereiro um reajuste aos professores, esse não incluiu os servidores da educação, mas eles também receberam um benefício. A maior parte do concurso que foi realizado foi pra atender a categoria”, disse.

Segundo o secretário Lemos, ano passado foi concedido um aumento de 20% para servidores de nível superior e 15% para os de nível médio. A prefeita ainda apresentou um calendário de 13 folhas, “que está sendo cumprido em comparação com outros servidores que estão com dificuldade de receber”. Admitiu, entretanto, que a prefeitura não tem conseguido cumprir todos os enquadramentos, mas tem atendido os que são derivados de ações judiciais, porém Várzea Grande não teria caixa para conceder esses a todos.

“Mas se dermos todos os pedidos, vamos desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e aí perdemos crédito federal. Coisas como os R$ 30 milhões que a prefeitura já pegou com o Banco do Brasil ano passado ou os outros R$ 80 milhões fechados com a Caixa, na semana retrasada. Dinheiro todo esse usado em asfalto. Tentamos atender ao município como um todo, não podemos viver só de pagar salário”.

Esses empréstimos, afirma, são condicionados à manutenção de que todas as exigências legais estejam mantidas e isso seria impossível atendendo integralmente as demandas dos servidores. Comparou ainda, a situação dos funcionários do município com os do Estado, que estão com salários escalonados, recebendo somente depois do dia 10 e há pouco receberam o 13º salário de 2018, que deveria ter sido pago em dezembro.

“Acolhemos e entendemos todas as exigências, achamos justas, mas é aquele negócio: salário é sempre muito pra quem paga e pouco pra quem recebe, mas há um certo exagero. Não há falta de negociação, há muito boa vontade pra resolver, mas dentro dos limites que a lei impõe. Pra Várzea Grande não passar pelo que passa hoje o Estado é que essas medidas são tomadas”. Ele negou também que a guarda municipal tivesse impedido a entrada dos funcionários.

 

 





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Comentários (5)

  • Zeus

    Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 14h52
  • E uns dos piores salário que existe entre os Municípios do Estado. Esses Campos nunca valorizaram os servidorez efetivos do Município. Só os puxa sacos de plantão... Vergonha senhora prefeita.
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  • clara

    Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 14h21
  • Sindicalistas querem baderna, sem saber da real situação de municípios e estados caos em suas contas e ainda querem aumento, é o fim da picada mesmo .
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  • MARCOS

    Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 14h19
  • SÓ TEM 15 (QUINZEEEEE) ANOS QUE A PREFEITURA NÃO PAGA A REPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA. QUERIA ENTENDER QUAL É A DA POPULAÇAO DE VARZEA GRANDE EM RELAÇÃO AOS CAMPOS, PORQUE NÃO É POSSIVEL ISSO! CONTINUAM ELEGENDO ESSE CORONEL E INDICADOS. NÃO FAZEM NADA PELOS SERVIDORES, É UM DOS MUNICÍPIOS ONDE MAIS SERVIDORES PEDEM EXONERAÇÃO OU AFASTAMENTO, E SEMPRE PELO SALÁRIO NÃO PAGAR NEM O COMBUSTÍVEL PARA IR TRABALHAR.
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  • joao jose

    Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 13h19
  • e tem secretario querendo se candidatar a prefeito, sem valorizar o funcionarios é dificillll.
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  • Ramiro

    Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 11h44
  • Kkkkkk piada de mau Gosto
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