Cidades Quinta-Feira, 04 de Abril de 2019, 16h:39 | Atualizado:

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Projeto identifica 215 nascentes em Cuiabá

 

Da Redação

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Dados do projeto Água para o Futuro, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, em parceria com o Instituto Ação Verde e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostram que já foram identificadas 215 nascentes na Capital mato-grossense,  das quais 78% estão degradadas e 22% conservadas. A pesquisa aponta ainda que existem cerca de 300 nascentes ainda não confirmadas devido a degradação ambiental. 

As nascentes e córregos urbanos recebem constantemente lixo e esgoto, com isso, vários organismos presentes nesses ambientes não conseguem sobreviver ou não desenvolvem seu papel ecológico.

Para que as nascentes continuem vivas, é necessário cuidar de seu entorno, pois elas têm um importante papel ambiental, além de fornecerem água para os córregos e rios que abastecem toda a cidade e também são fonte de vida para outros organismos. 

Os entornos das nascentes geralmente são áreas úmidas, que, como tal, apresentam solos característicos e plantas adaptadas a inundações periódicas. O projeto Água para o Futuro identificou 140 espécies dessas plantas, nas diversas nascentes, elas podem ser encontradas no Herbário Central da UFMT.

TACs garantem investimentos

O MPMT já assinou 22 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) desde que iniciou o projeto. A nascente da região da Morada do Ouro foi a primeira a ser contemplada. O local recebeu investimentos de cerca de R$ 1 milhão para revitalização, foram plantadas aproximadamente 1.500 mil árvores, além de adequação do entorno da nascente para o lazer, com pista de caminhada.

Um TAC firmado no ano passado com a Prefeitura de Cuiabá e a empresa Águas Cuiabá celebra investimentos nos próximos sete anos de R$ 1,2 bilhão em abastecimento e esgoto sanitário. Conforme o documento, ao final do prazo estabelecido a Capital terá 91% do esgoto coletado e tratado e abastecimento de água com qualidade e quantidade. 

Foi firmado também entre o MPMT, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a concessionária Águas de Cuiabá um TAC que proíbe a abertura de poços artesianos em bairros que já são atendidos pelo serviço de saneamento. A medida garante a segurança hídrica e a perfuração de poços artesianos em Cuiabá. 

Ao todo o projeto Água para o Futuro realizou 110 audiências públicas e instaurou 101 procedimentos administrativos para impedir a degradação ambiental e preservar as nascentes e a vegetação em seu entorno.

O projeto também disponibiliza gratuitamente o aplicativo “Água para o Futuro”. Atualmente 20 Ministérios Públicos já aderiram ao aplicativo, que dá apoio as atividades relativas ao mapeamento e identificação de irregularidades ambientais em nascentes e serve também para quem quiser denunciar possíveis degradações.

 





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