29 de Março de 2020,

Cultura

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Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020, 10h:18 | Atualizado:

Ao ganhar edital, artistas investem em dez novos projetos

Sabe quando a gente almeja ganhar um prêmio em dinheiro e promete que se ganhar vai dividi-lo com várias pessoas? Foi mais ou menos esta a ideia de dois artistas e produtores culturais de Cuiabá, Luiz Marchetti e Caio Ribeiro, que ao inscreverem projeto de ação coletiva no edital da Prefeitura de Cuiabá, resolveram incluir muito mais gente.

O incentivo que poderia atender a um projeto só deles, acabou se transformando em um novo edital, o Arvinte. Por meio de um rápido chamamento – sem qualquer burocracia onde o pré-requisito era a criatividade - receberam propostas de artistas para ocupação de espaços públicos da capital.  

Os dez selecionados, a partir do dia 28 de fevereiro iniciam a residência artística nos espaços escolhidos. O ciclo de apresentações de trabalhos de teatro, dança, performance e intervenção urbana – estejam finalizados ou em progresso – começa no dia 28 de março. O Arvinte será finalizado em 16 de abril.

Foram aprovados os projetos “O que vejo de onde vejo”, do Diamond Crew;  Mic_Hell, de Michell Charlles e Einstein Halking; Tríade, de Elka Victorino, Juliana Capilé e Tatiana Horevicht; Contida Nunca Mais, do Cena Livre de Teatro;  Coió, de Caio Ribeiro, Douglas Peron e Luiz Marchetti; Vida Provisória, do coletivo Coma A Fronteira; Invisível Menino Gordo, de Hend Santana; O Conto do Vigário, de Luisa Lamar, Brincado de Reciclar, do SpectroLab e Laboratório Prático do desanestesiamento dos sentidos, do Theatro Fúria.

Ocupação da cidade  

Cada um deles escolheu um local na capital para realizar seu trabalho. Isso significa que grandes espaços de circulação de público serão tomados por ações artísticas e assim, o cotidiano da cidade será transformado.

São eles: Parque da Nascente, na Morada do Ouro; Museu da Imagem e Som de Cuiabá, Centro Histórico, Clube Feminino, Praça Alencastro, Praça do Pedra 90 e Parque das Águas.

Da imersão criativa às apresentações, os artistas participarão também de oficinas de capacitação, palestra, laboratórios e ensaios abertos que em sequência culminarão em exibições ao público. Ao final, ainda terão em mãos, um catálogo impresso.

No cronograma da Arvinte há ações de conversas, chamadas Arvinte Diálogos, abertas para toda a comunidade. 

A primeira acontece no dia 15 de março, com Martihê Azevedo, doutora em Artes Cênicas e Mestre em Cinema pela ECA/USP e pesquisadora associada do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (ECCO/UFMT).

No dia 21 de março eles se reúnem também, em um bate-papo sobre história do processo criativo no Brasil, com Johana Albuquerque. Ela é diretora, atriz, produtora e pesquisadora teatral e pós-doutora pela ECA/USP, em Pedagogia da Encenação.

Cumplicidade artística

A divulgação dos projetos selecionados foi nesta segunda-feira (17), onde reunidos no Calm - Centro Audiovisual Luiz Marchetti, assinaram contrato e foram informados sobre o cronograma de atividades. Eles comemoraram a iniciativa e ressaltaram a generosidade de Marchetti e Caio, que resolveram ampliar o projeto.  

“É deste jeito que gostamos de ser tratados. Nos colocamos no lugar de todos, de como um projeto poderia ser articulado a ponto de atender todas nossas demandas. E assim, pensamos em expandir nossas ações”, explica Luiz Marchetti.

Ao seu lado, Caio Ribeiro ressalta que os artistas estarão amparados em várias frentes. “Desde a criação até a exibição dos trabalhos. Com som, iluminação, palco, tudo que for necessário. Sem contar que a residência é um espaço de troca. E acima de tudo, com a oportunidade que o Arvinte está criando, novos trabalhos artísticos estão sendo gerados e logo poderão tomar os palcos de todo o país”.

Presente à reunião, o coordenador de projetos da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Cuiabá, Rafael Victor Gomes, também celebrou a iniciativa.

“Nos surpreendemos. O edital da Prefeitura de Cuiabá criado para apoiar projetos de circulação cresceu ainda mais com a proposta deles. Se o edital previa 51 projetos agora, ganhamos mais nove. Assim, podemos alcançar mais artistas”, avalia.  

 

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