12 de Dezembro de 2019,

Cultura

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Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019, 16h:54 | Atualizado:

Apresentações culturais, desfiles e palestras marcam as comemorações do Dia da Consciência Negra

Alunos e profissionais da educação da Escola Estadual Adalgisa de Barros, em Várzea Grande, realizaram nesta quarta-feira (20.11), dia da Consciência Negra, um grande desfile dos alunos e alunas da escola para celebrar a beleza negra. Passaram pelo palco 12 alunos e 12 alunas. O desfile fez parte de um projeto que contempla a lei 10.639/03, que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana.

Segundo o professor de filosofia Ademilson Mário de Assunção o mais importante foi a construção do conhecimento durante as aulas. Entre os meses de setembro a novembro foram realizados seminários, rodas de conversa, apresentação de textos, mapas e gráficos que subsidiaram o fazer pedagógico do projeto.

Durante a execução do projeto os alunos refletiram sobre o processo histórico de violência, de falta de oportunidades que a população negra sofreu. Por outro lado, foram percebidas as conquistas principalmente de direitos e de demarcação dos espaços de poder da população negra

“A ideia do projeto surgiu com os estudos durante a formação na escola, em que os docentes devem analisar os problemas, situações e acontecimentos no contexto da escola e realizar a intervenção pedagógica”, assinala.

O aluno Luiz Henrique do período vespertino avalia que o preconceito e o racismo ainda estão impregnados na sociedade. “Por isso, devemos conscientizar a população e fazer as pessoas respeitarem as diferenças de etnias e cores que existem na sociedade, afinal somos todos iguais perante a lei”, frisa.

Para o Diretor João Batista da Silva Penha, o projeto tem como objetivo a mudança de posicionamento dos alunos. “Não basta apenas ter consciência de que o racismo é crime e que humilha a pessoa, mas é preciso passar por um processo de conscientização, dessa forma teremos uma sociedade mais fraterna e humana onde todos se respeitam vivendo assim em harmonia”, esclarece.

O professor de geografia Flávio Pereira, ressalta que os trabalhos que as escolas públicas vêm desenvolvendo sobre a temática que causado impactos nas universidades federais, haja vista, em que de acordo com o IBGE, temos atualmente entre os alunos a maioria de pardos e pretos, superando o número de alunos brancos. “O direito a reparação, como política de Estado tem dados frutos importantes na construção de um futuro mais igual para todas a etnias”, explica.

O Dia da Consciência Negra, movimentou diversas escolas da rede estadual de ensino com apresentações culturais, desfiles e outras atrações que ressaltaram a importância da data para a comunidade escolar.  Na EE Verena Leite de Brito, localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (a 521 quilômetros a oeste da capital realizou a 2ª Mostra Cultural Ana Aparecida de Oliveira Leite com diversas atividades desenvolvidas pelos alunos. O nome da mostra foi em homenagem a falecida funcionaria Ana Aparecida. O evento ocorreu na quinta-feira (14.10.).  

Na quarta-feira (20.11), no período noturno a escola participou de uma atividade juntamente com o município com a participação da fanfarra, desfile com roupas afro e apresentações culturais.

Na EE Maria de Arruda Muller, localizada no município de Santo Antônio de Leverger (a 34 quilômetros ao sul da Capital), a movimentação também foi intensa com mais de 500 pessoas participando da comemoração do Dia da Consciência Negra.

No evento, realizado na quinta-feira (14.11), houve a mostra cultural apresentando o Continente Africano, sendo que cada professor ficou responsável de apresentar juntamente com os estudantes a cultura de um país a partir de salas temáticas.

Com essa atividade a unidade educacional trabalhou o resgate da identidade quilombola da comunidade Abolição. Durante a atividade a escola fez uma homenagem a senhora Georgina Maria da Chaga que é exemplo de fé inabalável na luta pelos direitos dos remanescentes quilombolas de Abolição.

“Nossas escolas fizeram inúmeras atividades, uma mais criativa que a outra, sempre com o mesmo objetivo: comemorar o dia da consciência negra. São atividades que reforçam o ensino da aplicação da lei 10.639/03”, assinala a superintendente de Políticas de Diversidades Educacionais da Seduc, Lúcia Aparecida dos Santos.

 

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