05 de Agosto de 2020,

Cultura

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Segunda-Feira, 10 de Março de 2014, 17h:45 | Atualizado:

Artesanato de Mato Grosso movimenta economia regional

Cerca de 16 mil pessoas em Mato Grosso fazem parte do grupo de artesãos e trabalhadores manuais. Destes 4.779 artesãos e 287 trabalhadores manuais já estão inseridos no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), que reúne dados dos trabalhadores do segmento em todo o país. 

Um levantamento feito pela equipe do Programa de Artesanato Mato-grossense (PAB/MT) mostra que o setor cresceu e se consolidou nos últimos anos. Prova disso é a comercialização de mais de 169 mil produtos feitos pelos trabalhadores manuais e artesãos, no período entre 2005 e 2012. 

Além dos artesãos mato-grossenses venderem seus produtos para todo o Brasil, países como Itália, Alemanha, Espanha, Canadá e Argentina já importam peças produzidas no Estado. 

Segundo a coordenadora do Programa de Artesanato de Mato Grosso, Elvira Leite, o serviço artesanal tem colaborado em muito para a economia do país. “Atualmente no Estado, várias famílias tiram seu sustento do artesanato local, o que contribui não só para a renda destas, como para economia do Brasil”. 

Quanto a formalização do desenvolvimento da carreira, Elvira explica que ainda existem deficiências. “Hoje temos apenas 5 mil trabalhadores cadastrados no Sicab, o restante trabalha de maneira informal”. 

O artesanato pantaneiro já conquistou o mundo. No ano passado 15 artesãs expuseram em uma feira na sede da Organização Unidas (Onu), em Nova Iork, destas 2 eram de Mato Grosso. As artesãs Neulione Alves e Lucileicka da Silva David foram as escolhidas. Neulione trabalha com produtos que remetem a cultura indígena, já Lucileicka manuseia peças com a cerâmica. 

Neulione conta que há muitos anos vive exclusivamente da renda que o artesanato lhe proporciona. “Eu escolhi trabalhar manualmente, porque gosto do contato com as coisas da nossa terra. E graças a Deus até hoje vivo e sobrevivo das vendas das minhas peças, o que consequentemente me proporcionou convites para ministrar cursos, patrocinados por prefeituras, órgãos privados e da indústria”. 

Ela fala também da relevância do credenciamento profissional. “desde que foi criado o Sicab, eu mais que depressa procurei me credenciar. É uma ação que dá segurança, tanto para nós artesãos quanto para o governo federal e Estadual, que tem um controle sobre o número de trabalhadores desse ramo”. 

Para os trabalhadores manuais e artesãos que desejam se credenciar. A coordenadora de Artesanato de Mato Grosso, Elvira Leite, elenca os documentos necessários. “Basta a pessoa comparecer na sede do programa de Artesanato da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, que fica na Avenida Thogo da Silva Pereira, número 311 , Bairro Centro Sul em Cuiabá. Para confecção da carteira de artesão ou trabalhador manual é preciso entregar 02 fotos 3x4, cópia dos documentos pessoais (RG, CPF, título de eleitor), comprovante de residência e uma peça pronta. Essa peça será avaliada por uma equipe técnica, que classifica o produto de acordo com a técnica utilizada, a matéria-prima e a qualidade de acabamento, em qual o produto se enquadra nas definições da portaria federal”.



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