Cultura Domingo, 06 de Abril de 2014, 10h:30 | Atualizado:

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DIA DO RASQUEADO

Dia do Rasqueado será comemorado na Praça Ipiranga

 

Da Redação

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O “4º Parabéns Cuiabá e Rasqueado” será realizado no dia 07 de Abril, das 8h às 22h, na Praça Ipiranga, com diversas apresentações artísticas culturais. Terá música regional interpretada por vários artistas locais, dança, declamação de poesias, exposição e comercialização de artesanato. Além de brindes “presenteando” aqueles que fazem aniversário no mesmo dia do aniversário de 265 anos de Cuiabá, comemorado nesta terça-feira (08.04).

Para as crianças não faltarão algodão doce, pipoca, cachorro quente, refrigerante, pula-pula, piscina de bolinhas, escorregador de ar, entre outros, para celebrar o aniversário de Cuiabá, como também valorizar o rasqueado que é comemorado no dia do evento. O rei e a rainha do rasqueado, Roberto Lucialdo e Flor Morena animam a festa, dentre outros artistas como Vera Capilé com Abel Santos, e declamação de poesias por Afonso Pimenta.

Haverá ainda performances das artistas plásticas Odete Venâncio, Linalva Alves e Zilda Barradas; Também haverá exposição de arte em argila por Alair Fogaça e uma viola de cocho que será produzida em pedra pelo escultor Dogan. A festa recebe o projeto “Ciranda Musical e Oficinas”, ministrado por de Sidnalva Serra com contos de histórias e o lançamento de um livro. O evento é uma realização de Margarete Xavier e Gastão Sonorização e Eventos, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC-MT)

Dia do Rasqueado

O evento visa comemorar o Dia Estadual do Rasqueado, que de acordo com Lei Estadual nº 7.383 é celebrado no dia 07 de abril e em consonância com a Lei Estadual de nº 8.203 que torna o Rasqueado música símbolo, bem como, valorizar a produção musical da cidade, por meio do incentivo e participação dos artistas da regiãoa realizarem o presente projeto. E o espaço é aberto ao público para quem quiser declamar o seu amor a Cuiabá.

O rasqueado começou após o fim da Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai), que com a retomada de Corumbá, os prisioneiros de guerra (paraguaios) e refugiados, ficaram confinados a margem direita do rio Cuiabá, hoje cidade de Várzea Grande, assim miscigenando-se. Considerado manifestação cultural como chinfrins (baile da ralé), fazia-se presente nas festas juninas, carnaval etc; Nsse tempo foi conhecida como: limpa banco, arrasta-pé,e obviamente rasqueado.

Após a proclamação da Republica, os senhores imperiais precisavam ser eleito pelo voto do povo, levou os coronéis a aproximar a elite com os ribeirinhos, acarretando nos primeiros “showsmicios”. Nos primórdios dos anos 20, com o crescimento da baixada cuiabana, aparece as primeiras zonas de prostituição, e as prostitutas cantavam os pré-rasqueado, e o siriri, época que quem tinha rádio eram apenas as famílias ricas, e as prostitutas eram filhas de famílias pobres. Do convívio destas com os coronéis e os músicos nos cafés, então saíram as partituras. A entrada dos instrumentos de sopro (sax, trombone, trompete, clarinete, etc.) caracteriza com musica e dança urbana.

História

Ainda nesse período a elite social abominava o rasqueado nos saraus, por considerar coisa de “gente de beira de rio”. Contudo, esse quadro discriminatório veio ser mudado nas décadas 30 e 40, com o Mestre Ignácio, Honório Simaringo, conjunto Serenata, e as pianistas Zulmira Canavarros e Dunga Rodrigues, infiltrando o rasqueado nas noites de sarau.

O rasqueado cuiabano uniu nos primórdios os refugiados ex-prisioneiros aos ribeirinhos matogrossense, e depois a elite imperial. Ao passar pelo ostracismo na década de 80, devido ao fluxo migratório dos sulistas no estado, voltou com força graças ao empenho de várias alas de músicos, exemplo, Henrique e Claudinho, Roberto Lucialdo, Vera e Zuleica.

Foi no começo do ano de 1993, com a realização do projeto Rua do Rasqueado de autoria do Guapo, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura, e a Cervejaria Cuiabana que o ritmo começou a popularizar. A partir desse momento, o rasqueado tem um novo impulso, surgem diversas bandas, como por exemplo: “Ventrecha de Pacu”, “Viola-de-Cocho”, entre outras. Surgem daí diversos eventos embalados pelo hino do rasqueado “Pixé”, composição do poeta Moisés Martins, com arranjo musical de Pescuma, e é neste período que a Rua do Rasqueado novamente toma fôlego, quando em 2009 é realizado o “I Festival de Rasqueado”.

Mestre Ignácio, Mestre Albertino, José Angêlo, Luís Cândido, Luís Marinho, Luís Duarte, Bolinha, Juca de Mestre, João Marinho, Requeng, Cinco Morenos, Conjunto Serenata, Zulmira Canavarros, Mariano Mônaco, Dunga Rodrigues, Honório Simaringo, Cesino de Matos, Tote Garcia, Vicente dos Santos, Namy Ourives e Edna Vilarinho.

Hoje o Rasqueado Cuiabano está representado pelos cantores e compositores, o Trio Pescuma, Henrique e Claudinho, Gilmar Fonseca, João Eloy e Nádia Neves, Dílson de Oliveira, Moisés Martins, Guapo, Vera e Zuleica, o Rei do Rasqueado o compositor, cantor e produtor musical Roberto Lucialdo, e cantora e compositora Flor Morena.

 





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