13 de Novembro de 2019,

Cultura

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Quinta-Feira, 05 de Setembro de 2019, 17h:40 | Atualizado:

MPB

Tributo a Belchior embala Casa Cuiabana

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Belchior une diferentes gostos e gerações com sua voz inconfundível e composições eternizadas na música popular brasileira. A história de sucesso do “rapaz latino americano sem dinheiro no bolso”, que viveu seus últimos anos fugindo dos holofotes, voltou à tona após sua precoce partida.

Mas como o próprio cantou: “ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”. E pela primeira vez em Cuiabá, o músico lendário ganha tributo de artistas da terra, capitaneados pela cantora Luciana Bonfim, que honra a canção.

Será neste sábado (07.09), na Casa Cuiabana, que o show “Amar e mudar as coisas” ecoará como um manifesto. À ocasião, a música se alia à literatura e a setores da economia criativa para celebrar o artista que imprime romance e revolução em seus “delírios com coisas reais”.

O evento terá início às 19h, com discotecagem de Fabrício Chabô, bar e feirinha de artesanato, vinil, sebo e culinária.

Os ingressos estão à venda no sebo Rua Antiga (Metade Cheio) pelo valor de R$ 40 (inteiro) e meia solidária – R$ 20 mais 1 item de higiene pessoal (sabonete, creme dental, escova de dentes etc.), que serão repassados aos ocupantes do Beco do Candeeiro, por meio do projeto Psicanálise de Rua.

O evento tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Memórias e repertório

Da voz potente de Lu Bonfim, acompanhada dos músicos Vini Batera, nas baquetas, e Roosevelt de Jesus, nas cordas, o público pode esperar grandes clássicos, mas também o ‘lado B’ de Belchior.

“Alucinação”, “Como Nossos País”, “Coração Selvagem”, “Velha Roupa Colorida”, “A Palo Seco”, “Apenas um Rapaz Latino-americano” e “Fotografia 3X4” são (algumas) canções que não vão faltar no repertório.

Lu Bonfim, presença nas rodas de samba e voz da MPB em Mato Grosso, conta que sua identificação com a música de Belchior remonta os tempos de adolescência.

“Mas fiquei mesmo muito fã quando ele esteve em Cuiabá para um show no Teatro da UFMT”, conta a intérprete, que também é compositora e tem em Belchior uma referência de canto visceral, como ela define.

“Ele fala a minha língua. Gosto do seu canto ácido e sarcástico, dessa poesia direta, que fere e corta ‘feito faca’. Belchior é um músico que marca pelo tom crítico, pela maneira como ele fala da vida com paixão. Um músico intenso e político”, define Lu Bonfim.

 

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