25 de Agosto de 2019,

Cultura

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Segunda-Feira, 22 de Abril de 2019, 10h:35 | Atualizado:

Urbanidade é tema de exposições que reúnem Babu78, Silva Freire e Dias-Pino

A partir da segunda-feira (22), o Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT sediará duas exposições diferentes, mas, que se comunicam. O grafiteiro Babu78 protagoniza a mostra Cuiabá Abissal – Todos os Muros da Cidade, ao tempo em que Wlademir Dias-Pino e Silva Freire são homenageados em Cuiabá – Cidade Palatável”. É assim que em tempos de celebração dos 300 anos da capital, o museu exibe a urbanidade presente nas obras de cada um deles.

Uma cerimônia marca a abertura das exposições que mesmo divididas no espaço do museu, se comunicam. O artista Babu78 e os curadores Amanda e Willian Gama, de Cuiabá Abissal, assim como a filha do poeta Silva Freire, Larissa e a viúva de Dias-Pino, Regina Pouchain e a coordenadora de Cultura da Procev, Thania Arruda – responsáveis pela curadoria da segunda -, recebem o público a partir das 20h. A mostra fica em cartaz até o dia 14 de junho, com visitação diária, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

Em Cuiabá Abissal, segundo Willian Gama, a obra do artista Babu78, exposta a céu aberto nos muros da cidade, também receberá registro, por meio da exibição de fotografias. “A mostra individual tem um Babu78 mais maduro, sensível e atento, resgatando com fotografias, pinturas e desenhos sua própria obra que vem sendo desenvolvida ao longo dos últimos dezenove anos”, conta Willian.

“Sobre o artista vale ressaltar que ele carrega consigo sua obra de protesto que, consciente e politizada, reflexiona a realidade cotidiana de uma sociedade aquém do centro. Denúncias postas em muros, telas, papéis ou qualquer superfície que possa sustentar o grito de apelo de quem vive à periferia da sorte e de seus direitos”.

Cuiabá – Cidade Palatável

Em outro espaço, Larissa Silva Freire e Regina Pouchain promovem a união de obras do poeta Silva Freire e Wladimir Dias-Pino. Contemporâneos, ambos foram muito amigos em vida. Segundo Larissa, foi selecionado para a ocasião, o poema Campus de Universidade, de autoria do poeta Silva Freire. “A escolha foi motivada pela dupla celebração do terceiro século de uma cidade que inicia a abertura das comemorações do cinquentenário de sua universidade no ano de 2019”.

Silva Freire foi um poeta que vivenciou e sentiu o crescimento urbano durante o século XX, de modo que se transfigurou nela numa fusão entre o escritor e seu espaço de pertencimento. “Suas pesquisas poéticas, de abordagem etnográfica e sociológica, resultaram em um mapeamento memorialístico ‘rurbano’”. O poema Campus de Universidade foi publicado no Caderno de Cultura n.6. “Um convite para se pensar sentir e viver o campus que há na univer(cidade)”, diz ela.

Representando Dias-Pino, Regina Pouchain, explica que o pequeno conjunto de trabalhos apresentados celebram a partir de Wlademir Dias-Pino o Tricentenário da Cidade de Cuiabá, expandidos na mostra O Olhar Cria Esquinas Para o Azul – desde dezembro de 2018 no Museu de Arte e Cultura Popular.

“O artista que a elegeu como sua cidade, onde passou parte da infância, a juventude, e 25 anos de maturidade, ao final de sua vida, manteve tatuada em seu corpo e no metabolismo deflagrado por sua memória afetiva, uma Cuiabá insular inúmeras vezes revisitada”.

“Tentamos aqui instigar, dar a conhecer, algumas séries desse legado, em contraponto com a monumentalidade ainda tão desconhecida da singular produção de Wlademir: o pensador/artista e o artista/pensador – antes de tudo de conceitos nucleares intensivistas, tomados como ponto de partida e implícitos posteriormente em suas criações/intervenções: concretismo, poema conceito, poema/processo, poemas sem palavras gráficos e eletrônicos: contrapoemas/anfipoemas. Poeta enfim de uma energia tão enfática que atravessou quase todo o século XX e início do XXI”, declara.

 

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