25 de Junho de 2019,

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Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 13h:50 | Atualizado:

RESGATE HISTÓRICO

Chacina assusta população de Aquidauana em 1974

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Uma cova rasa denunciou um dos crimes mais violentos cometidos na região de Aquidauana (distante 846 km ao sul de Cuiabá), hoje, Mato Grosso do Sul. O crime foi praticado em cinco de agosto de 1974. Três homens assassinaram friamente uma família inteira por acharem que o pai fazia bruxaria. Segundo uma das testemunhas o espírito do bruxo apareceria para ele, por isso resolveu denunciar o caso às autoridades.

De acordo com o processo um homem identificado como Paraguai, combinou com um amigo e um menor de idade para matarem um senhor que tinha chegado à cidade com sua família. O motivo seria de que Poxó (o pai da família) teria feito macumba para Paraguai e que o feitiço teria pego em sua filha mais nova, que vivia doente. O grupo fez uma tocaia e atirou na vítima, que, ferida, ainda tentou correr, mas foi atingida por duas facadas. Segundo relatos enterraram Poxó em um buraco e resolveram assassinar o restante da família para evitarem que fossem descobertos, na sequência foram em direção a choupana onde eles moravam.

A mulher e os três filhos de 8 e 6 anos e o caçula de apenas 6 meses foram mortos a pauladas. Em seguida os corpos foram enterrados a cerca de 200 metros da casa. O próximo passo foi espalhar o boato de que a família teria se mudado novamente, contudo, os vizinhos estranharam os animais domésticos terem ficado, bem como objetos pessoais terem sido abandonados.

O cachorro de um compadre de Paraguai achou o braço de uma pessoa pra fora da terra. O compadre perguntou se Paraguai sabia de algo e então foi ameaçado de morte. Passados alguns dias o rapaz ameaçado se disse atormentado pelo espírito da vítima e contou o que sabia a outras pessoas, em pouco tempo a polícia iniciou as investigações e com fartas provas prendeu os 3 acusados. O mandado de prisão foi expedido pelo então juiz da comarca Licínio Carpinelli Stefani, que mais tarde viria a ser desembargador e presidente do TJMT.

Durante a preparação para o Tribunal do Júri Paraguai disse que o pescador teria uma dívida com ele e que não pagava, também tentou justificar insanidade mental, mas a Justiça não aceitou. Os maiores de idade foram condenados a 30 anos de prisão, em regime fechado.

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