05 de Agosto de 2020,

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Segunda-Feira, 13 de Julho de 2020, 08h:15 | Atualizado:

ESTAVA EM COMA

Estudante picado por Naja deixa UTI

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Picado por uma cobra Naja kaouthia, o estudante Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul recebeu alta da unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Maria Auxiliadora, no Gama, na noite deste sábado (11/7). Agora, o jovem foi transferido para o quarto e segue em observação.

A expectativa é que o universitário receba alta do hospital nesta segunda-feira (13/7), caso os últimos exames apontem melhora e a evolução completa do quadro de saúde dele.

Oficialmente, o Hospital Maria Auxiliadora não divulga boletim médico do rapaz, a pedido da família. Pedro mora na QE 40 do Guará 2 e criava a Naja como animal de estimação, apesar de a serpente não ser natural de nenhum habitat brasileiro e ser altamente venenosa. O jovem, que é estudante de medicina veterinária, foi picado na última terça-feira (7/7). As circunstâncias do acidente com a cobra ainda são desconhecidas.

A família de Pedro importou dos Estados Unidos doses de soro antiofídico. A busca pelo soro — tão raro no Brasil quanto a presença desse tipo de serpente — mobilizou especialistas. As únicas doses disponíveis no país estavam no Instituto Butantan, em São Paulo. Os médicos enviaram ao Distrito Federal todo o estoque disponível.

 

Entenda o caso

Tão logo foi atacado pela Naja, na última terça-feira (12/07), Pedro foi levado ao hospital pelos pais. Ele apresentava palidez, tontura e dormência nos membros inferiores, sintoma que evoluiu e atingiu os membros superiores.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), não existe registro, nos últimos anos, de entrada legal de uma cobra dessa espécie no Distrito Federal.

O animal exótico foi encontrado no fim da tarde da quarta-feira (8/7), dentro de uma caixa de plástico, próximo a um barranco, nas redondezas do shopping Pier 21, no Setor de Clubes Sul.

Como Pedro não tem autorização para criar o animal, ele pode ser multado em até R$ 5 mil.A suspeita de investigadores da Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) é de que a serpente tenha sido alvo de tráfico internacional de animais exóticos. Ela agora está sob os cuidados do Zoológico de Brasília.

 



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