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Sexta-Feira, 28 de Março de 2014, 14h:36 | Atualizado:

BARATO SAI CARO

Pacientes de MT são vítimas de erro médico em cirurgias estéticas na Bolívia

plastica

 

Em uma estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), regional de Mato Grosso, no mínimo 370 mulheres por ano apresentam problemas decorrentes de cirurgias estéticas realizadas na Bolívia, pois cada um dos cirurgiões plásticos no Estado atende no mínimo 10 pacientes com complicações neste período. O número alarmante é apenas uma amostra do problema que ainda não tem estatísticas oficiais, pois as vítimas não têm a quem recorrer e muitas ficam com as deformidades e não procuram atendimento médico por falta de dinheiro.

Segundo a SBCP, a maioria dos casos que chega às autoridades é de mulheres que moram em Mato Grosso, por causa da proximidade com a fronteira. As cirurgias são realizadas em clínicas que nem sempre seguem os procedimentos utilizados no Brasil, como o cumprimento de todos os exames pré-operatórios e as condições de higiene nas salas de operação.

Vários sites na internet oferecem os serviços, com direito a fotos de antes e depois e preços tentadores para um pacote que pode remodelar o corpo de qualquer mulher, com lipoaspiração, implante de silicone, rinoplastia, entre outros. Cirurgião plástico há mais de 50 anos, o médico Ewaldo Bolívar afirma que apesar dos benefícios estéticos, a cirurgia plástica traz riscos e não deve ser tratada como uma mercadoria. “Você pode fazer negócios com carros, apartamentos e outros objetos, mas não com a sua saúde. Para operar um paciente fazemos diversos exames e um anestesista faz uma segunda análise para decidir qual é o melhor tipo de anestesia para se usar. Um médico, para ser credenciado pela SBCP, precisa fazer medicina, fazer 2 anos de cirurgia geral, passar em um teste, fazer residência em cirurgia plástica e depois fazer um exame da sociedade, tudo isso para trazer mais segurança aos pacientes”.

Presidente regional da SBCP, Wagner Ripari alerta que refazer uma cirurgia realizada de forma errada sai muito mais caro para a paciente do que fazer a plástica com um cirurgião brasileiro. “Só este ano já atendi cerca de 20 mulheres que apresentaram problemas após cirurgias na Bolívia e que precisarão fazer novas operações. A diferença nos preços tem diminuído, muitas vezes é de até R$ 2 mil, mas só com o que a paciente gasta em passagens e hospedagem, já diminui essa diferença, além de que aqui há toda uma infraestrutura para atender a pessoa em casos de complicações”.

Quando há complicações, outro problema é que além da falta de atendimento médico a paciente também enfrenta mais dificuldades para processar o médico, diferente do que acontece no Brasil, onde vítimas recebem indenizações e os médicos podem perder o direito de exercer a medicina por erro médico.

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Comentários (1)

  • rosimary simão | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 20h27
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    Meu Deus eu estava pensando em ira,agora não tenho mais coragem.

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