04 de Junho de 2020,

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Sábado, 23 de Maio de 2020, 16h:30 | Atualizado:

INTERFERÊNCIA

Paulo Marinho será ouvido em inquérito

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O empresário Paulo Marinho será ouvido no inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu o depoimento no último dia 17, e Paulo Marinho deverá ser ouvido por policiais e procuradores na próxima terça (26), na superintendência da PF no Rio de Janeiro.

(CORREÇÃO: O G1 errou ao informar que o ministro Celso de Mello autorizou o depoimento. Na verdade, o pedido foi feito pela PGR, e a PF ouvirá o empresário. A informação foi corrigida às 13h23.)

Um dos principais aliados de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, Paulo Marinho disse ao jornal "Folha de S.Paulo" que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Bolsonaro, foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da Operação Furna da Onça.

A operação levou à prisão de diversos parlamentares do estado do Rio, em novembro de 2018. A defesa de Flávio Bolsonaro nega a acusação. O chefe do senador, Miguel Angelo Grillo, também será ouvido na quarta (27), na PF em Brasília.

O inquérito no qual será incluído o depoimento do empresário foi aberto pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, em 27 de abril, a pedido da PGR.

Três dias antes da abertura, em 24 de abril, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou a demissão do cargo afirmando que Bolsonaro tentou interferir na PF ao demitir o então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, e ao cobrar a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Vídeo da reunião ministerial

Segundo Moro, uma das provas da tentativa de interferência de Bolsonaro na PF é a gravação da reunião ministerial de 22 de abril.

Nesta sexta (22), Celso de Mello retirou o sigilo do material, e o conteúdo se tornou público.

 

Na reunião, Bolsonaro disse que gostaria de trocar a "segurança" no Rio de Janeiro e olhou para o então ministro da Justiça.

Em depoimento, Sergio Moro disse que o presidente se referia à Superintendência da PF no estado.

Bolsonaro, por sua vez, diz que se referia à segurança pessoal dele, não à Polícia Federal. Afirma também que a gravação da reunião mostra que ele não tentou interferir na corporação.

A segurança do presidente e de familiares é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), não pela Polícia Federal. Como o Jornal Nacional mostrou, em vez de demitir o responsável pela segurança dele no Rio, o presidente promoveu o segurança.

 

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