09 de Julho de 2020,

Economia

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Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020, 11h:42 | Atualizado:

Acrimat analisa como será o 2º semestre para a pecuária

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) realizou na terça (26) sua segunda webinar, onde foi debatida a “Atualização sobre as perspectivas do setor pecuário para 2020”. A temática foi desenvolvida pelo médico veterinário Rodrigo Albuquerque, uma das vozes mais respeitadas da pecuária nacional.

Albuquerque ponderou que a atual pandemia não gerou crise para a pecuária no primeiro semestre e o bom desempenho deverá se consolidar ao longo do ano. “A exportação continuará sendo a tábua de salvação do setor, sem comprometer o abastecimento interno”, avaliou.

Com mediação do 2º vice-presidente da Acrimat, Luís Fernando Conte, e apresentação da diretora executiva da entidade, Daniella Bueno, o evento chamou atenção pelo expressivo número de participantes e pela condução da apresentação feita por Albuquerque.

“O Rodrigo soube passar para o público, de forma simples e objetiva, um conteúdo repleto de números, gráficos, dados e análises, que tratado de outra maneira, seria de difícil entendimento; mas que apresentado com clareza e domínio, como feito pelo nosso convidado, foi de grande proveito para todos”, destacou Conte.

O médico veterinário iniciou a live apresentando um cenário onde imperam problemas causados pela pandemia em diversas atividades econômicas, mas que de certa forma pouco afetaram o setor pecuário. “Vemos o boi pasto no auge, crise econômica, pandemia, e me pergunto: onde está a crise na pecuária?”, questionou o  entrevistado.

Albuquerque fez um recorte dos últimos 13 anos da atividade pecuária no Brasil, e afirmou que 2020 pouco deve para os anos anteriores em desempenho econômico. Destacou que que não há derretimento de preço da arroba do boi, e que as projeções da Bolsa de Valores para o valor da arroba a partir de julho são de que ela será negociada a R$ 204@.

Definiu a atual crise como ‘crise tosa de porco’. “Existe muito barulho por nada”. Lembrou em seguido que os preços estão 21% acima dos registrados em 2019, e que estamos bem longes de um cenário negativo, levando em conta comparativo com os últimos 13 anos.

Contudo, alertou que os pecuaristas devem encarar o futuro com cautela, se protegendo de eventuais percalços. “O passado nos dá uma tendência, e é importante olhar para trás para planejar o futuro”, completou o veterinário.

Tripé

Albuquerque chamou atenção para o que chama de tripé, o que na sua opinião é algo essencial para o pecuarista se manter no negócio. “O pecuarista tem que ter em mente três coisas: a gestão do sistema de produção; tendência, pois temos que trabalhar com um cenário para podermos produzir; e assimetria, pois a pecuária é uma atividade que trabalha com construção de margem”.

Sobre a crise, disse que na economia quem ganha mais é o que arrisca mais. “A crise deve ser encarada como oportunidade, um momento que devemos aproveitar para nos reinventar”.

Participação

Após a apresentação. Albuquerque respondeu algumas perguntas, como a do consultor técnico Paolo Peres, de Juara, que quis saber sobre mercado, mais especificamente sobre a exportação. “O boi China é o que nos sustenta”, disse o veterinário, que completou: “se eu encontrasse um chinês agora, eu o agradeceria”.

Disse ainda que o Brasil não vai exportar tanto a ponto de desabastecer o mercado interno.

 

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