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Economia

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Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 14h:35 | Atualizado:

CRISE NO AGRONEGÓCIO

Com dívidas de R$ 385 milhões, grupo pede recuperação judicial em MT

Holding do agronegócio mato-grossense colocou até a sede social em alienação fiduciária


Da Redação

AGROVERDE.jpg

 

A Agroverde Agronegócios e Logística Ltda – grupo empresarial mato-grossense que atua nas áreas de produção de commodities, armazenamento de grãos, reflorestamento e geração e fornecimento de energia -, entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). Ao todo, entre a dívida em moeda nacional e internacional, além de 43.278 sacas de soja na modalidade de negócios conhecida como barter, os credores das dívidas cobram mais de R$ 385 milhões 

A oficialização do pedido foi publicada na edição do Diário Oficial desta quarta-feira (25).

Para deferimento do pedido de recuperação judicial – recurso legal utilizado pelas empresas em dificuldades econômicas como chance de reestruturar seus negócios -, os representantes do grupo argumentam que “a alta taxa de juros, a escassez de crédito, a maxivalorização do dólar e os fatores climáticos”, contribuíram para o aumento dos clientes inadimplentes da empresa.

Os representantes do grupo alegam que apenas o “processo de recuperação em conjunto pode viabilizar o sucesso da reestruturação”. A Agroverde argumenta que a dívida pleiteada pelos credores “são solidárias”, afirmando que os bens dos empresários rurais e demais sociedades empresariais constituem uma situação de “verdadeira simbiose”, referindo-se a “garantias cruzadas” que existiriam entre os credores e o grupo empresarial.

A Agroverde sustenta ainda que a valorização da moeda norte americana foi fator determinante para o aumento da dívida do grupo. Os representantes da empresa afirmam que 40% dos compromissos financeiros estão em dólar.

A empresa solicita, ainda, que os imóveis de sua propriedade que se encontram em alienação fiduciária – dispositivo extra-judicial que permite colocar um bem em garantia a um empréstimo, por exemplo -, não sejam “consolidados” (que a transferência do imóvel para o credor não seja efetuada).

Entre os imóveis que se encontram em alienação fiduciária, está a sede social da Agroverde em Sorriso (418 km de Cuiabá).

Na decisão proferida pelo TJ-MT, o juiz argumentou que “não são atingidos pelos efeitos da recuperação judicial os créditos daqueles que figuram como proprietário fiduciário de bens”, e que “bens com alienação fiduciária de propriedade das recuperandas” não podem ser constituídos como créditos da recuperação – caso da sede da Agroverde, em Sorriso.

O juízo aceitou, ainda, o pedido de recuperação judicial do grupo empresarial. A empresa agora possui 60 dias para apresentar aos credores seu projeto de reestruturação dos negócios. Além disso, durante 180 dias, todas as execuções em face da Agroverde estarão suspensas.

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Comentários (10)

  • Jeosafa Sampaio Oliveira | Domingo, 12 de Março de 2017, 02h01
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    0

    Senhores será que os credores tem conhecimento que as garantias apresentadas estão sob judice e que poderá não receber nada? é fácil verificar que o principal acionista do grupo e procurar na policia federal.

  • Braganholo | Sábado, 28 de Janeiro de 2017, 16h31
    9
    7

    Só uma palavra, turma de picaretas para não dizer ladroes... e tem juiz que ainda ajuda umas pragas destas. Só uma solução..... e que pesa algumas gramas

  • Reginaldo | Sábado, 28 de Janeiro de 2017, 08h57
    21
    1

    Comentáristas amantes de carnaval, toda e qualquer empresa pode sofrer com crise financeira, fator climatico(especialmente as "Agro") etc... A soma desses fatores piora muito a situação. Só quem está fora que pode achar que sócios de uma grande empresa como essa retiram R$ aos montes e preferem ver seus CPFs, sua reputação, sua história e seu nome jogados no lixo, estão confundindo políticos com empresários. Aos que comentaram que virou moda pedir RJ, saibam que essa é a única forma de salvar o dinheiro dos credores, há quem critique e há quem agradeça pois a RJ é o caminho para o pagamento da dívida. Infelizmente o mercado é soberano e não é justo. Me respondam, na prática. O que acham quem os devedores dessa Agroverde fizeram quando descobriram que a empresa estava "balançando"? Vcs acham que eles correram pra pagar as dívidas? O que acham que os clientes fizeram? Mantiveram sua compras normalmente ou se afastaram?? Estamos criando uma legião de folgados que só conseguem ganhar as coisas e criticar. Uma legião que é moralmente honesta, desde que a "oportunidade" não seja consigo, se for, mete a mão e fica caladinho, caso sejam pegos, ainda esperneam dizendo que "não sabia" que era errado. Uma legião de pessoas que ficam no problema e não na solução. Uma legião que bradam por justiça e honestidade mas não denunciam quando ficam sabendo de algo errado, pior ainda se foi parente que fez. Uma legião de desinformados, que clamam por honestidade mas estacionam os carros na vaga prioritária, que xingam vereadores corruptos mas pedem uma "vaguinha" para o sobrinho que está precisando trabalhar. O BRASIL É ISSO AÍ MESMO! Um monte de gente com pedra na mão porém com telhado de vidro!

  • Romildo | Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 22h47
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    6

    Só pode ser funcionário público desprovido de inteligência mesmo, para vincular pedido de recuperação judicial com RGA.

  • | Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 21h19
    14
    6

    Recuperação judicial, isso é farsa, na verdade é só um instrumento para não atingir o patrimônio dos sócios.

  • EXÉRCITO RUSSO | Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 17h00
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    16

    SÓ FALTA O PROTETOR DO AGRONEGÓCIO FALAR: É CULPA DOS SERVIDORES DO EXECUTIVO ESTADUAL, JÁ QUE ELE ESTÁ GOVERNANDO CERTO, ALGUÉM TEM QUE SER PUNIDO......

  • José Antonio | Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 16h07
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    3

    Tem sócios ? Proprietários ?

  • Apoio Administrativo | Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 15h54
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    16

    Isso aí é tudo tramóia pra dar desculpa de não pagarem nosso RGA, pra não pagarem impostos ficam se fazendo de pobres coitados.

  • brasilcorrupito | Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 15h34
    24
    9

    virou moda agora esses empresarios, tudo políticagel, é Brasil isso é brasil.

  • jr cesar | Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2017, 15h20
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    8

    tá bom... basta ver as retiradas com acionista do ativo da empresa, que descobrirão que trata-se de estratagema pensada...viralizou essa saída para irresponsabilidade em gestão...cada um olha pro proprio umbigo e o Estado paga a conta...ISSO É UM ABSURDO temos que ter a mesma prática que é empregada nos Estados Unidos da América do Norte....aí queria ver essas irresponsabilidades... além de não ter ainda iriam pra cadeia...o pior ainda é que usam seus colaboradores como escudo....porém quando andam de carrões, viagens e retiradas para o patrimônio pessoal nem se lembram dos empregados..agora só na hora de pedir RECUPERAÇÃO JUDICIAL esse troço também tem de ser pensado, tem de buscar o patrimonio dos sócios e de seus ascendentes...e aí quero ver essa bagunça acontecer.

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