13 de Novembro de 2019,

Economia

A | A

Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 15h:50 | Atualizado:

SANÇÃO

Cuiabá isenta IPTU para templos religiosos

cuiaba-aerea.jpg

 

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) sancionou a lei de autoria do vereador Marcelo Bussiki (PSB), de projeto subscrito por todos os parlamentares, para que os templos religiosos que funcionam em imóveis cedidos ou locados sejam isentos do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A lei nº 473 foi publicada no Diário Oficial que circulou na última semana.

Na prática, a lei amplia a isenção já assegurada no artigo n° 150 da Constituição Federal, que concede imunidade tributária de impostos sobre templos de qualquer culto, mas não incluía os templos que funcionam em imóveis que não sejam próprios.

De acordo com Bussiki, a isenção aos templos religiosos é necessária, pois essas entidades desempenham um papel relevante, através de ações sociais e humanitárias, em locais do Município onde o Poder Público não se faz presente de maneira mais eficiente.

“A Constituição já dá a igrejas e templos religiosos a garantia dessa imunidade tributária e não há motivos para que esse direito não seja ampliado para os imóveis locados. Entendo que as ações que as igrejas e templos religiosos realizam são enormes. Todos os líderes religiosos salvam vidas através de inúmeras ações sociais”, afirmou Bussiki.

Apesar de sancionada, a lei passa a vigorar em 2020, por se tratar de matéria tributária. Têm direito à isenção os imóveis comprovadamente cedidos ou locados aos templos religiosos, independentemente da denominação, que exerçam suas finalidades essenciais, como a celebração de cultos religiosos e de apoio à população em geral.

Pode se beneficiar o templo religioso que possuir inscrição no CNPJ da denominação, apresentar estatuto e ata de posse da atual diretoria e apresentar cópia do contrato de locação ou comodato que conste cláusula transferindo ao locatário ou comodatário a responsabilidade pelo pagamento do IPTU.

O requerimento para concessão da isenção deverá ser protocolado anualmente, até o último dia útil do mês de dezembro de cada exercício, sob pena de perda do benefício fiscal no ano seguinte. Em casos em que o beneficiário sublocar o imóvel, dar outra finalidade de uso para o imóvel, ou prestar informações falsas ou incorretas, a isenção será suspensa imediatamente.

Além destes, outros procedimentos administrativos para concessão da isenção estarão previstos em decreto que deverá ser publicado para dar validade à lei.

 

Postar um novo comentário

Comentários (4)

  • Fudencio | Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019, 08h59
    1
    0

    Isso é um verdadeiro escárnio. Favorecer igrejas que surrupiam o dinheiro de inúmeras ovelhas deprimidas, desgarradas.

  • Ggm | Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019, 06h57
    4
    0

    Já começou a campanha para reeleição.

  • Renato | Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019, 01h09
    3
    0

    Engraçado para sacanearem o povo sancionado a lei que cobra dos veículos como Ubers e semelhantes eles não tiveram um pingo de respeito pelo cidadão mataram a caneta porque o cartel dos taxistas bateu duro e por trás deles muitos políticos fortes. Tanto que a última da Prefeitura foi a adoção do Táxi móvel para galera. Emanuel saco tem que ter fundo. Os senhores estão abusando demais dos super poderes. Cuidado galera a população não é trouxa e o troco vem. E aí o Sus já está regular nas Upas ou as filas para atendimento continuam de quase 1 ano de espera. E o perde tempo? Já voltou a atender com respeito ou ainda temos que esperar horas para sermos atendidos? O Sr como advogado e seus assessores sabem do tamanho do ferro que essas l3is estão totalmente contra as leis. Socorro viu.

  • Tereza Cristina | Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 17h26
    4
    0

    Onde esta o TCE para anular esta Lei, pois esta matéria de Lei é do Executivo e não do Legislativo. Cade vocês do TCE que diz ser muito Técnico

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS