02 de Julho de 2020,

Economia

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Terça-Feira, 30 de Junho de 2020, 19h:00 | Atualizado:

CRISE NO AGRO

Em recuperação, empresa em MT aumenta dívidas para R$ 321 milhões

Organização com sede em Sorriso reclama da desvalorização da moeda e da seca para a crise nos negócios


Da Redação

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A DGF Agropecuária, que atua nas regiões de Sorriso, Gaúcha do Norte, e Porto dos Gaúchos, em Mato Grosso, atualizou o valor de sua dívida no processo de recuperação judicial que move no Poder Judiciário Estadual. Em maio de 2020, a organização revelou que tinha débitos da ordem de R$ 120 milhões, porém, o passivo real da empresa é de R$ 321,1 milhões.

A informação consta num despacho de intimação dos credores, proferido no último dia 18 de junho, em relação a autorização do processamento da recuperação judicial da organização. O processo tramita na 1ª Vara Cível de Sorriso sob a condução da juíza Paula Saide Biagi Messen Mussi Casagrande.

De acordo com informações do processo, a organização não conseguiu superar a crise de 2014 e a estiagem de 2016. O grupo é especializado na produção de commodities – soja, milho, algodão e carne bovina.

“A sociedade empresária DGF Agropecuária Ltda tem sede neste município de Sorriso/MT e foi constituída em setembro de 2014. Seus objetivos sociais principais consistem em cultivo de culturas agrícolas, cria, recria e engorda de animais e comércio de produtos resultantes da atividade [...] A atividade transcorreu normalmente até o ano de 2016, quando foi atingida por um grave período de seca, dando ensejo a uma série de problemas que culminaram em dificuldades econômico-financeiras dos Requerentes”, diz trecho do processo.

O grupo também reclama da desvalorização da moeda e que ficou dependente de “empréstimos de terceiros”. “O faturamento reduziu e os Requerentes ficaram mais expostos a créditos de terceiros a fim de fomentar a atividades. Aliado a isso, destacam a desvalorização da moeda decorrente da crise financeira enfrentada pelo país no ano de 2014, gerando uma sensível variação cambial, afetando os Requerentes que operam com numerário de terceiros. Agravando ainda mais a situação, os produtos cultivados e comercializados pelos Requerentes sofreram substancial baixa de preço, resultando na baixa do faturamento”, dizem os empresários.

A organização em crise tem até 60 dias para apresentar seu plano de recuperação judicial.

 

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