20 de Junho de 2019,

Economia

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Sexta-Feira, 17 de Maio de 2019, 15h:26 | Atualizado:

DISTRITO INDUSTRIAL

Empresários contestam "fim" dos poços artesianos

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A Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC) contestou o Termo de Compromisso de  Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a empresa Águas Cuiabá e o Ministério Público Estadual (MPE), em março de 2018, que prevê o tamponamento dos poços artesianos na capital sob alegação de contaminação do lençol freático.

Segundo a presidente da AEDIC, Margareth Buzetti, as indústrias e empresas da região não tinham conhecimento do acordo. “O TAC foi firmado sem consultar os empresários envolvidos, sem apresentar para nós nenhum estudo que identificasse a contaminação que pode acontecer pelos poços. As empresas investiram para a construção e como fica isso após tamparem os poços? A concessionária não consegue garantir abastecimento regular no centro de Cuiabá, imagina no Distrito! Temos caldeiras funcionando todo o tempo, imagina uma delas parar por falta de água? É um risco enorme até de segurança”, afirma.

O documento que pede a suspensão do TAC foi entregue ao governador Mauro Mendes (DEM) no final de abril, e está assinado por oito entidades, entre sindicatos e associações, e apresenta ao executivo os pontos ignorados no termo, além de solicitar a suspensão do TAC e propor um diálogo acerca do tema.

“A assinatura do TAC não foi precedida de publicidade e sequer, contou com a participação das partes que sofrerão os efeitos – pessoas jurídicas (indústrias, hospitais, escolas, comércios, hotéis...) e físicas que possuem poços tubulares. [...] Os próprios técnicos da SEMA foram contrários a assinatura do referido TAC [...]”, afirma trecho do documento.

De acordo com Margareth, os poços oficialmente regularizados são monitorados. “Os poços artesianos que são outorgados pela SEMA são monitorados a respeito da qualidade e da quantidade de água. Nós estamos pedindo diálogo, é importante debater e compreender todos os pontos dessa medida para não gerar prejuízos para uma série de pessoas e empresas que estão trabalhando e produzindo”, ressalta.

O documento entregue ao governador Mauro Mendes é assinado pela Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC), Federação do Comércio e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e similares (SHBRS), Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscom), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas e Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecanica de Manutenção Industrial e de Material Elétrico do Estado de Mato Grosso (Sindimec).   

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Comentários (4)

  • caveira | Sábado, 18 de Maio de 2019, 18h01
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    partam para o distrito de Várzea grande kkkkkkkkk e deixe essa bosta do distrito de Cuiabá as moscas quem sabe assim os nobres e caros vereadores se manifestem e M.P. tbm, ou vão para uma cidade que ofereça condições e querem dar empregos aos seus habitantes, aqui essas empresas pelo visto não geram empregos, não paga impostos, n]ao fomentam o comércio, se eu fosse empresário do distrito já estaria em reunião com os demais para buscar uma cidade que os recebam sem essas aberrações, mas o culpado de muita coisa ruim acontecer em cuiabá e no MT é do eleitor que vive elegendo e reelegendo esses canalhas que só pensam no próprio bolso e no bolso dos seus amigos, hoje pelo que sabemos essa empresa que assumiu em Cuiabá ÁGUAS CUIABÁ pertence ao ex-sócio de Mauro Mendes o tal Filadelpho dos Reis dias do grupo dias, pesquisem no Google a história desse cidadão e tirem suas conclusões.

  • Andre | Sábado, 18 de Maio de 2019, 11h11
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    Se eu fosse empresário pararia o Estado, isso é inadmissível, o ministério público só faz cagada, vivem nos seus gabinetes e despacham de lá, enquanto o empresário se arrebenta de todo lado, acordem empresários, VCS TEM Q SE UNIREM E EXIGIR DOS SEUS REPRESENTANTES PROVIDÊNCIAS URGENTE.

  • Felipe | Sábado, 18 de Maio de 2019, 07h54
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    Infelizmente o distrito industrial ,passa por dificuldades, muitas empresas foram embora , com essa medida em relação aos poços está anunciado o fechamento de outras por consequência desta medida incabível pois a concecionaria não consegue manter bairros e centro o prejuízo será muito grande lembrando que é uma corrente será menos uma fonte para o governo.....

  • Crítico | Sexta-Feira, 17 de Maio de 2019, 19h33
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    Interessante, prejudicar um distrito industrial inteiro para beneficiar apenas uma empresa e logo a concessionária de água que fornece a pior água com um preço exorbitante. É o fim da picada, se esse governador aceitar essa aberração merece ser execrado, aliás nem tem competência para tal afinal área do distrito industrial pertence vá Cuiabá consequentemente esse problema é com a prefeitura, desses vereadores não dá para se esperar muita coisa, basta mostrar as verdinhas que eles até lambem o saco de quem paga. Mas enfim os empresários não devem aceitar.

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