17 de Agosto de 2019,

Economia

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Terça-Feira, 11 de Junho de 2019, 23h:57 | Atualizado:

EFEITOS DA CRISE

Ex-deputado nega falência de grupo com dívida de R$ 26 milhões em MT

Daltinho explica que reduziu número de colaboradores e atividades


Da Redação

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Depois que o juiz João Filho de Almeida Portela, da Segunda Vara Cível de Barra do Garças (distante 520 km de Cuiabá) autorizou a recuperação judicial do Grupo Motogarças Ltda, do ex-deputado Adalto de Freitas Filho, o Daltinho (Patriota), o próprio divulgou nota de esclarecimento público nesta terça-feira (11) classificando como “falsas” notícias que teriam falado em “pedido de falência” do grupo formado por cinco empresas. O grupo acumula uma dívida total acumulada de R$ 25,9 milhões.

Desse montante, a maior parte é de débitos com fornecedores e instituições financeiras: são R$ 16 milhões, divididos entre credores como o Banco da Amazônia (R$ 6,4 milhões), Banco do Brasil (com R$ 2,6 milhões) e Caixa Econômica Federal (R$ 2,4 milhões), entre outros. As empresas do grupo são a Motogarças Comércio de Veículos & Peças Ltda, Administradora Bela Formosa Ltda, Administradora e Locadora Águas Xingu Ltda, Prestal P. Serviços Ltda e San Lorenzo Park Hotel Ltda.

O grupo lista na ação o início das atividades no ramo de concessionária de motocicletas e arrendamento de pastagens há 33 anos, com faturamento anual de R$ 80 milhões, mas em novembro de 2018, por força da crise econômica e financeira enfrentada pelo Brasil, a Motogarças entrou com pedido de recuperação judicial aceito pelo juiz Almeida Portela, mas “depois de seis meses, a mesma notícia, de um modo distorcido da realidade, foi  compartilhada”. A Motogarças Comércio e Participações Ltda foi fundada no ano de 2000.

Expandiu-se até chegar às 16 filiais em 15 municípios no estados de Mato Grosso e Goiás. Chegou, “durante seu ápice, entre 2004 e 2013, plano de saúde, cartão alimentação e auxílio universidade” aos funcionários.

Nesta fase, ainda que em recuperação, as empresas contam com 108 colaboradores diretos. Das 16 lojas, hoje sobraram apenas quatro e a dívida teria aumentado na tentativa de manter as lojas e os empregos. “No caso dos autos, verifica-se que as requerentes preenchem todas as condições exigidas ao deferimento do seu pedido. A inicial veio devidamente instruída com todos os documentos necessários”, escreveu o juiz de Barra do Garças, que nomeou a empresa Valor Judicial e o advogado Marcel Ribeiro da Rocha, com escritório localizado no bairro Alvorada, em Cuiabá, como administradores judiciais a um custo de 60 parcelas mensais de R$ 12,5 mil.

Durante 180 dias, estão suspensas todas as ações e execuções contra as empresas componentes do grupo Motogarças. 

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O diretor presidente do Grupo Motogarças, Sr. Adalto de Freitas Filho, vem a público esclarecer que a falsa notícia veiculada na imprensa e nas redes sociais, relatando o suposto pedido de falência da Motogarças, trata-se de noticiário com informações desvirtuadas, com o nítido intuito de denegrir a imagem do Grupo Econômico de origem Barragarcente, que vem atuando arduamente no comércio de motocicletas e agronegócios, na regido Araguaia há mais de 35 anos.

Primeiramente, é importante destacar que a recuperação judicial foi autorizada pelo juízo da 2ª Vara Cível de Barra do Garças em 29/11/2018, portanto, a notícia sendo publicada agora (mais de seis meses após o deferimento), e de maneira distorcida, apenas evidencia o caráter sensacionalista da matéria.

E, ainda a nota mostra-se totalmente equivocada, maldosa e sem qualquer compromisso com a verdade, posto que noticia o pedido de falência que nunca existiu, pois na realidade a empresa encontra-se em recuperação judicial devidamente autorizada pelo judiciário, uma vez que o grupo atende a todos os requisitos legais para utilizar-se da medida.

Necessário frisar que a recuperação judicial somente foi deferida porque o grupo possui consistência, consciência e responsabilidade social, está honrando fielmente com todas as obrigações assumidas, é bem administrada e, principalmente, porque detém viabilidade econômica, necessitando apenas de um prazo para restabelecer a normalidade e superar os efeitos ocasionados pela crise econômico-financeira que assolou todo o país.

Sendo assim, o Grupo Motogarças informa que suas atividades estão sendo desenvolvidas regularmente, renova o pacto com seus consumidores, fornecedores e colaboradores, garantindo que continuará honrando com seus compromissos de maneira íntegra, zelando pela qualidade dos serviços prestados e excelência dos produtos comercializados.

Barra do Garças, 10 de junho de 2019.

Atenciosamente, Adalto de Freitas Filho”.

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Comentários (2)

  • antonio | Quinta-Feira, 13 de Junho de 2019, 06h16
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    "...o suposto pedido de falência da Motogarças," Já está falida mesmo...

  • Luís | Quarta-Feira, 12 de Junho de 2019, 11h46
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    Claro que faliu.... Deixou de ter o incentivo da corrupção...!!!!! Está mais claro do que o sol, que as empresas dos deputados só progridem com a corrupção.

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