07 de Agosto de 2020,

Economia

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Quarta-Feira, 11 de Dezembro de 2019, 20h:01 | Atualizado:

PAGAMENTO DE DÍVIDAS

Justiça autoriza drogaria em recuperação judicial vender filial em VG

Drogarias Paulo usará recursos para adquirir medicamentos e pagar salários de funcionários


Da Redação

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A juíza da 1ª Vara Cível de Recuperação Judicial e Falência de Cuiabá, Anglizey Solivan de Oliveira, autorizou a Drogarias Paulo a vender uma de suas filiais localizada em Várzea Grande. A organização move um processo de recuperação judicial e reclama de dívidas de R$ 800,8 mil. A decisão é do último dia 5 de dezembro.

De acordo com informações do processo, a Drogarias Paulo defendeu a venda da filial reconhecendo que não há “possibilidade” de manter o estabelecimento comercial localizado em Várzea Grande. Em crise, a empresa revelou que irá adquirir medicamentos para comercialização, bem como quitar a folha de pagamento dos funcionários, com o dinheiro do negócio. A unidade esta avaliada em R$ 400 mil.

“Afirma que os valores oriundos da negociação serão inteiramente utilizados no processo de recuperação judicial para fomentar a operação das Drogarias Paulo, como, por exemplo, a aquisição de novos medicamentos e o pagamento de funcionários”, diz trecho dos autos.

Em sua decisão, a juíza Anglizey Solivan de Oliveira autorizou o negócio, explicando que a alienação de bens (venda) de imóveis de empresas que movem processos de recuperação judicial é possível desde que os recursos sejam reinvestidos na “recomposição da saúde financeira” da organização em crise. “A alienação do fundo de comércio em questão visa obter capital e propiciar a recomposição da saúde financeira da recuperanda, objetivo primordial do instituto da recuperação judicial, já que a venda tem por escopo honrar com os compromissos assumidos pela devedora e colaborar com o fluxo de caixa. Além do mais, observo que a proposta de compra apresentada pela recuperanda no valor de R$ 400.000,00, é compatível com o valor atribuído ao bem objeto de avaliação”, analisou a magistrada.

A Drogarias Paulo iniciou suas atividades no ano de 2015 e possui uma matriz e três filiais. O grupo coloca a culpa na alta do dólar e na proliferação das chamadas “farmácias de baixo custo”, em Mato Grosso, que vem se mostrando duros concorrentes com as redes de drogarias tradicionais.

“Sustentam que, além da alta do dólar um dos principais motivos da drástica queda na economia das farmácias no Estado de Mato Grosso se deve ao aumento nas farmácias de baixo custo, necessitando da recuperação judicial para que possam repactuar suas dívidas e continuar cumprindo sua função social”, defende a organização.

 O grupo econômico também reclama que a partir do ano de 2019 as empresas do setor sofreram com as “mudanças no cenário nacional do mercado de medicamentos”.

 



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Comentários (1)

  • De olho | Quinta-Feira, 12 de Dezembro de 2019, 05h20
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    Prédio queimado ali ja faliu a famosa Drogaria América .......

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