08 de Julho de 2020,

Economia

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Domingo, 24 de Maio de 2020, 14h:40 | Atualizado:

FANTASMA

Justiça dá 15 dias para construtora explicar motivos de não construir prédio em Cuiabá

Cliente alega que pagou por dois imóveis e obra nunca saiu do papel


Da Redação

CXCONSTRUTORA.jpg

 

Uma cliente entrou com um processo contra CX Construções e a Tradeinvest Investimento e Desenvolvimento após comprar dois apartamentos  de luxo de aproximadamente R$ 3,2 milhão no Sky View Paiaguás, que nunca foi construído. Na ação, a compradora questiona se construtora possui a intenção de realizar a obra, bem como, se tem recursos para isso.

De acordo com os autos, a cliente identificada como A.C.M relata que efetuou em 2015 a compra dos imóveis com quatro vagas de garagem e um box de despejo, pagando o valor de R$ 1.603.042,60 milhão por unidade. No entanto, desde adquiriu e pagou pelos apartamentos, nunca houve edificação. 

“Narra que desde que adquiriu e pagou pelos apartamentos, não houve edificação. Que possui receio de que o imóvel nunca venha a ser edificado, assim necessita a autora exigir contas do empreendimento para saber o destino dado pelos réus dos valores pagos, quanto fora arrecadado dos condôminos para a edificação da obra, se o empreendimento será ou não edificado e se existem recursos para tanto”, diz trecho. 

Com isso,  A.C.M exige que o empreendimento preste contas sobre o que foi feito com os valores pagos, quanto foi arrecadado com outros condôminos para a arguição da obra e se de fato será construído ou não. “Assim, requer que a parte ré preste contas, detalhando todos os negócios jurídicos realizados referentes ao empreendimento imobiliário Edifício Sky View Paiaguás, detalhando o destino dos valores pagos pela autora, os valores em caixa para o empreendimento, garantias da edificação, liquidez patrimonial dos réus e bens que possuem para a empreitada, e que ela seja condenada ao pagamento das verbas de sucumbência”.

Em sua defesa, a CX Construções justificou que repassou a execução do empreendimento para a Tradeinvest e que “não administra bens da autora, não possuiu nem nunca possuiu mandato dela para praticar negócios que envolvam o patrimônio daquele, não foi seu administrador ou gestor de negócios, motivo pelo qual não tem contas a prestar a autora”. No entanto, em seu entendimento, a juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro reconheceu que autora “possui receio de que o imóvel nunca venha a ser edificado” e determinou que a CX Construções, Tradeinvest – Investimento e Desenvolvimento S/A e Spe Sky View Paiaguás Empreendimentos LTDA,  faça as devidas prestações das contas num prazo de 15 dias.

 

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Comentários (4)

  • Lucas | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 07h03
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    Kkkkkk, é golpista dando golpe em golpista, e o judiciário sendo usado p isso, RAPAZ ESSA CONSTRUTORA FOI CRIADA EXCLUSIVAMENTE PARA LAVAGEM DE DINHEIRO DA COPA E NADA MAIS, quem em Cuiabá ou Mato Grosso, teria esse dinheiro limpo p comprar apartamento super faturado?todos os empreendimentos em Cuiabá q custam milhões são usados tão somente para pagar propina. Eu gosto de Cuiabá mas em hipótese alguma pagaria essa fortuna num imóvel aqui, nem Santa Catarina tem toda essa especulação que ocorre em Cuiabá.

  • Samira | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 03h37
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    Essa cx tem outros parados no alvorada... só mutreta .. quebrados mas os donos ricos...essa grana ja foi pro pau..ja era...

  • inquilino | Domingo, 24 de Maio de 2020, 22h52
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    3.000.000,oo ...?? tá com cascalho .. né..?

  • Henrique Dias | Domingo, 24 de Maio de 2020, 15h36
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    Fica veiaco... ocê caiu num golpe. No mínimo sifú... boa sorte!!!

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