13 de Novembro de 2019,

Economia

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Sexta-Feira, 18 de Outubro de 2019, 15h:42 | Atualizado:

IMPOSTÔMETRO

Mato-grossenses já pagaram R$ 26,6 bi em impostos

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Mato Grosso atingiu ao meio-dia de sexta-feira (18) o montante de R$ 26.592 bilhões arrecadados em tributos federais, estaduais e municipais. O valor estimado pode ser observado no Impostômetro da Fecomércio-MT, localizado em frente à sede da entidade, na avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA).

No país, também às 12 horas, o valor já ultrapassava R$ 1.963 trilhão em impostos, taxas, multas e contribuições pagos à União, aos estados e municípios.

Apesar da quantia arrecadada, dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), revelam que o endividamento das empresas com o governo cresceu 84% em dívidas ativas com a União nos últimos seis anos. O montante já chega a R$ 2,4 trilhões e tende a crescer ainda mais caso governo e empresários não cheguem a um acordo para renegociar pendências.

Atualmente, 4,6 milhões de empresas e pessoas físicas estão na lista suja. Para efeito de comparação, o Brasil tem cerca de 6,9 milhões de empresas. Além disso, 45% do montante devido são considerados irrecuperáveis pela própria PGFN.

Um projeto de lei do Poder Executivo federal enviado ao Congresso busca lidar com o problema. O texto propõe regras mais rígidas para cobrar dos chamados devedores contumazes, aqueles que têm mais de R$ 15 milhões em aberto e apresentam indícios de fraudes, como não ter buscado negociar a dívida há mais de um ano.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) fez ressalvas ao texto. Sobre a caracterização do que é devedor contumaz, a entidade teme que o critério seja subjetivo e pede que sejam feitos ajustes para que apenas fraudadores sejam sujeitos às regras mais duras.

“A complexidade do sistema tributário brasileiro é tão ruim quanto a carga tributária”, avalia a economista da CNC, Marianne Hanson.

 

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Comentários (2)

  • fala o que pensa | Sexta-Feira, 18 de Outubro de 2019, 17h29
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    não sei para quem se o estado inteiro não arrecada essa bagatela, na verdade os ricos matogrossensses sonegam muito e não pagam quase nada.........somente os médios e pobres pagam impostos .........

  • Orlando | Sexta-Feira, 18 de Outubro de 2019, 16h53
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    Não há dúvida quanto ao peso excessivo da carga tributária no Brasil, tanto em nível de pessoas físicas (cidadãos) quanto ao nível de pessoas jurídicas (Empresas). É bem verdade que o excesso de tributos (Impostos, Taxas, Contribuições) e encargos sociais têm levado muitos empresários à falência, levado também muitas pessoas ao desemprego, subemprego e precárias condições trabalhistas e qualidade de vida. Um país com super tributação, mas com baixo nível de qualidade de vida de sua população, baixo IDH, um país subdesenvolvido, e não há perspectivas de mudança num período de décadas! É lamentável! A culpa não é só dos políticos! É de todos!

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