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Economia

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Sexta-Feira, 18 de Abril de 2014, 07h:48 | Atualizado:

DESAQUECIMENTO

MT tem queda na geração de empregos em 2014

Com grandes demissões na agropecuária e no comércio, Mato Grosso encerrou março com pior saldo da série histórica para o mês, ao eliminar mais de 5 mil vagas de emprego formal, ou seja, mais demitiu do que contratou. O Estado foi o único do Centro-Oeste a registrar resultado negativo para o mês e trajetória contrária à observada no país, onde março teve expansão de 0,03%, ao criar 13.117 novas frentes de trabalho. 

Com esse volume de desligamentos, o Estado encerrou o período com o terceiro saldo negativo do Brasil, melhor apenas que dois estados do Nordeste, Alagoas (-10.132) e Pernambuco (-7.883), que, devido aos desligamentos decorrentes do segmento sucroalcooleiro, dispensaram mais. 

De acordo com dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados ontem, o Estado eliminou 5.114 postos celetistas (com carteira assinada), equivalente à retração de 0,77% em relação ao estoque de assalariados do mês anterior. O resultado decorreu da queda na geração de novas frentes de trabalho, principalmente, nos setores da agropecuária, que sozinho cortou 3.896 vagas, reflexo do fim da safra da soja, e do comércio (-1.304 postos). O campo foi responsável por 76% do saldo negativo. Em outras palavras, março foi um mês de mais demissões do que contratações. Os cortes de 5.114 resultam da movimentação de contratados e demitidos que no período somaram 36.259 e 41.373, respectivamente. 

Comprando o resultado do Caged mato-grossense de 2003 a 2014, o saldo vinha positivo até 2008. Em março de 2005, por exemplo, a geração de empregos bateu o recorde do mês na série local, 5.234 novas oportunidades no mercado formal. De 2009 até agora, o saldo passou a negativo, tendo como marco, as eliminações registradas nesse ano. 

Para o segmento agropecuário, o grande volume de demissões no setor, mesmo sendo uma movimentação esperada para esta época do ano em que se encerra a safra de soja – cultura que é o carro-chefe do agro mato-grossense – pode ter sido maior em 2014 devido à falta de boas respectivas de remuneração com a atual safra, ciclo que vem sendo marcado pelo alto custo de produção e bastante incerteza sobre preços do mercado para as commodities. 

TRIMESTRE

Apesar do saldo negativo de março, Mato Grosso encerrou o primeiro trimestre do ano mais criações do que eliminações de postos de trabalho. De janeiro a março, foram geradas 13.753 novas vagas, volume 16,56% superior do que o registrado em igual período do ano passado, 11.799. 

O país gerou nos primeiros três meses do ano um total de 344.984 postos formais de trabalho, resultado superior ao verificado para o mesmo período de 2013, quando foram gerados 306.068 postos. Nos últimos 12 meses essa geração foi de 1.027.406 postos de trabalho, equivalentes à expansão de 2,57%. 

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